A Venezuela quer fazer da cooperação com Portugal uma referência para a Europa
19 de mai. de 2013, 22:53
— LUSA/AOnline
"Esse modelo que temos desenvolvido com Portugal, que construímos com um governo socialista, mas que continuámos com um governo mais conservador, queremos ensaiá-lo com outros países da Europa", disse Elías Jaúa.
As declarações do ministro venezuelano foram feitas durante o programa "José Vicente Hoje", do jornalista e ex-vice presidente da Venezuela José Vicente Rangel, transmitido pelo canal privado de televisão Televen.
Elías Jaúa explicou que "a Venezuela, hoje, é um país respeitado", que o conceito bolivariano de política exterior "é de união", destacando as relações com os países do Mercosul, da Aliança Bolivariana para as Américas, da Comunidade Latino-americana e Caribenha, entre outros.
"Com o bloco europeu, ensaiamos um nível de sucesso. Amanhã, segunda-feira, reunir-se-á a Comissão Mista Portugal - Venezuela. Vamos passar revista a todos os acordos de cooperação [bilateral]", disse.
O ministro venezuelano destacou a presença no país do seu homólogo português, o ministro dos Negócios Estrangeiros "Paulo Portas, um grande amigo da Venezuela, um grande amigo do povo venezuelano", sublinhou.
"Vamos fazer uma grande jornada com empresários portugueses, empresários venezuelanos, com as instituições de ambos países", disse.
Elías Jaúa falou ainda do relacionamento com outros países, entre os quais os Estados Unidos, vincando querer melhorar as relações bilaterais com a administração de Barack Obama.
"Vamos continuar abertos à possibilidade de uma normalização das relações com os Estados Unidos, porque acreditamos que [essa condição] é garantia de paz para a Venezuela”, afirmou Elías Jaúa, falando de relações “baseadas desde sempre no respeito mútuo”, para “que cesse a interferência do governo dos EUA, nos assuntos internos da Venezuela".
Sobre os avanços venezuelanos em matéria de política exterior, o ministro precisou que o país já "alcançou uma boa parte dos objetivos políticos, na área internacional".
"Agora temos de usar esse posicionamento geopolítico para conseguir toda a tecnologia, o investimento necessário, a transferência [de conhecimentos, ao nível] industrial e agrícola, para criar na próxima década a plataforma económica e produtiva de Venezuela", afirmou o ministro das Relações Exteriores do Governo de Caracas.