Opinião
1. Na noite do terrível e brutal sismo que destruiu por completo o Haiti, dei por mim, à medida que ia acompanhado as notícias, a chorar. A chorar pelos milhares de vítimas mortais que ainda estão por contabilizar; a chorar pela fragilidade da vida humana e a pensar que andamos por aqui muito ao sabor do acaso das coisas e completamente expostos às catástrofes naturais. Emocionei-me ainda pela forma rápida e solidária como a comunidade internacional respondeu a esse autêntico inferno na Terra. Reforcei a convicção de que quando queremos, mesmo com as fragilidades e as intempéries, é possível resolver os problemas. A construção do Haiti levará alguns anos, muitos vão com certeza ganhar muito dinheiro à custa disso, vai haver muitas guerras de bastidores entre os diferentes governos no sentido de levarem para lá as suas empresas. No entretanto, a forma como a comunidade internacional irá apoiar o Haiti constituirá uma prova clara de que existem recursos para resolver outros problemas no mundo e, quem sabe, evitar que no futuro tenhamos, em caso de catástrofe, outros haitis. A única coisa que faz toda a diferença é a vontade de nos sentirmos próximos da desgraça alheia. À semelhança da generalidade de população açoriana, apreciei o gesto simbólico do Governo Regional em doar 100 mil euros para as vítimas do Haiti. Para uma região que conhece bem as desgraças naturais faz todo o sentido, mesmo que seja uma gota, pois o mais importante é dar o contributo. Quando acabar de ler este artigo tente ir saber mais sobre o Haiti e não deixe de dar o seu contributo financeiro. 2. Completa hoje um ano que Barack Obama se sentou pela primeira vez na sala oval como Presidente dos Estados Unidos e apesar de algumas promessas que ainda estão para ser cumpridas, os Estados Unidos de Obama não têm nada a ver com os Estados Unidos de Bush e estamos gradualmente a perceber que é possível.
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