Opinião
Os Açores participaram, pela segunda vez, na Feira de Arte Contemporânea de Madrid, por intermédio da Galeria Fonseca Macedo, naquela que é considerada uma das mais importantes feiras de arte contemporânea europeias, e que decorreu de 11 a 16 de Fevereiro. A primeira representação aconteceu em 2006, enquanto que 2009 marcou o regresso da galeria à ArCo e que, no seu momento inaugural, contou com a presença da Directora Regional da Cultura, Gabriela Canavilhas, conferindo ao evento a importância que dele importa reproduzir.
Num universo de 200 galerias e 2000 artistas, a participação portuguesa quedou-se pela presença de 12 galerias e cerca de uma centena de artistas portugueses. A Fonseca Macedo participou num programa designado por ArCo 40, cujas condições obrigavam à apresentação de um máximo de três artistas com obras criadas nos últimos três anos. Neste sentido, a representação artística da galeria no certame recaiu sobre Augusto Alves da Silva e Maria José Cavaco, ambos artistas residentes da instituição.
Esta 28ª edição da ArCo ficou marcada pelo ambiente de recessão económica internacional e cujo sentimento de apreensão foi transmitido pela directora da feira, em declarações ao El País, ao referir que “teriam de trabalhar o dobro para conseguir metade dos resultados de antes.” Um mal generalizado e que reflecte a retracção do mercado.
A presença da galeria poderá ser considerada como assaz positiva, sendo de destacar a atenção exercida sobre o trabalho de Maria José Cavaco, cuja obra exposta, para além de ter sido parcialmente adquirida, foi amplamente elogiada. A consistente internacionalização das artes plásticas e dos artistas regionais é uma prática que carece de uma substancial sustentação, programação e apoio condizentes, de modo a que este investimento seja efectivamente rentabilizado e como estímulo interno a um progressivo incremento artístico criativo.
Como nota final, gostaria de reforçar os meus parabéns à persistência profissional da galeria Fonseca Macedo, ao empenho irrepreensível de Maria José Cavaco e ao apoio institucional da Região na percussão de mais-valias criativas, num mercado artístico globalizado e muito competitivo.
Num universo de 200 galerias e 2000 artistas, a participação portuguesa quedou-se pela presença de 12 galerias e cerca de uma centena de artistas portugueses. A Fonseca Macedo participou num programa designado por ArCo 40, cujas condições obrigavam à apresentação de um máximo de três artistas com obras criadas nos últimos três anos. Neste sentido, a representação artística da galeria no certame recaiu sobre Augusto Alves da Silva e Maria José Cavaco, ambos artistas residentes da instituição.
Esta 28ª edição da ArCo ficou marcada pelo ambiente de recessão económica internacional e cujo sentimento de apreensão foi transmitido pela directora da feira, em declarações ao El País, ao referir que “teriam de trabalhar o dobro para conseguir metade dos resultados de antes.” Um mal generalizado e que reflecte a retracção do mercado.
A presença da galeria poderá ser considerada como assaz positiva, sendo de destacar a atenção exercida sobre o trabalho de Maria José Cavaco, cuja obra exposta, para além de ter sido parcialmente adquirida, foi amplamente elogiada. A consistente internacionalização das artes plásticas e dos artistas regionais é uma prática que carece de uma substancial sustentação, programação e apoio condizentes, de modo a que este investimento seja efectivamente rentabilizado e como estímulo interno a um progressivo incremento artístico criativo.
Como nota final, gostaria de reforçar os meus parabéns à persistência profissional da galeria Fonseca Macedo, ao empenho irrepreensível de Maria José Cavaco e ao apoio institucional da Região na percussão de mais-valias criativas, num mercado artístico globalizado e muito competitivo.
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