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Trabalhadores da TAP começam a desmobilizar

Economia | 2012-01-27 20:51

Os trabalhadores de manutenção da TAP, que esta tarde estiveram concentrados junto ao edifício da companhia aérea para protestar contra a suspensão dos subsídios, estão a desmobilizar, disse à Lusa fonte sindical.

“O pessoal está a desmobilizar, porque o objetivo de fazer transparecer a indignação [com os cortes salariais e a suspensão dos subsídios] foi atingido”, afirmou à Lusa José Mendes, do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação Civil.

Os trabalhadores da TAP Engenharia e Manutenção estão concentrados desde o início da tarde junto aos portões que dão acesso ao edifício da companhia aérea, localizado na zona no Aeroporto de Lisboa.

Os funcionários da companhia aérea protestam contra os cortes salariais e a suspensão dos subsídios de férias e de Natal, medidas que constam no Orçamento do Estado para este ano.

O sindicalista disse à Lusa tratar-se de uma “manifestação espontânea”, durante a qual os trabalhadores fecharam os portões que dão acesso à zona onde está localizado o edifício da TAP, o que condicionou as entradas e saídas.

“Queremos subsídios”, “A TAP continua, Passos para a rua” e “A TAP é nossa” foram algumas das palavras de ordem que se ouviram durante a tarde.

Na próxima sexta-feira, os trabalhadores da TAP reúnem-se em plenário para decidir “formas de luta” para contestar os cortes salariais e a suspensão dos subsídios.

Contactada pela Lusa, a TAP escusou-se a fazer comentários sobre o protesto.

A TAP informou na quarta-feira os trabalhadores que vai suspender o pagamento dos subsídios, acrescentando que aguarda uma decisão do Governo sobre a sua proposta de adaptação da lei do Orçamento do Estado.

Numa circular enviada aos trabalhadores, a que a agência Lusa teve acesso, o presidente da companhia aérea informa que decidiu "suspender o pagamento dos subsídios de férias e de Natal ou equivalentes, nos termos e com os limites consagrados na Lei", (...) "aplicar a redução remuneratória do regime da Lei do Orçamento de Estado para 2011 na remuneração mensal", congelar os aumentos salariais e diminuir o valor pago pelas horas extraordinárias.

Em 2011, a TAP obteve o acordo do Governo para aplicar um regime de exceção, ao abrigo do qual os cortes salariais incidiram sobre os subsídios de férias e de Natal, em vez de afetarem a remuneração mensal, como aconteceu aos funcionários públicos e aos trabalhadores das empresas do Setor Empresarial do Estado.

Lusa/Aonline

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