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Ministério Público pediu "mais de sete anos" de prisão para alegado raptor do menor

Nacional | 2012-01-27 13:13

O Ministério Público pediu hoje uma pena superior a sete anos de prisão para o homem acusado do rapto de Rui Pedro, considerando a procuradora Elisa Cardoso haver "a certeza quase absoluta de que o arguido consumou o crime" de que está acusado.

Nas alegações finais, a magistrada alegou que, em audiência, ficou demonstrada "a existência de indícios seguros" da prática do crime de rapto agravado.

"Com ligeiríssimas diferenças de pormenor, provou-se a totalidade do despacho da pronúncia", vincou ao coletivo.

Elina Cardoso destacou a importância e a coerência da prova testemunhal, nomeadamente dos antigos colegas de escola do menor, os quais disseram terem visto Rui Pedro entrar para o carro do alegado raptor no dia do desaparecimento (04 de março de 1998).

Para a procuradora, a prova testemunhal "manteve-se na íntegra", não tendo havido "contaminação".

"Até os mais exigentes terão de se render à prova feita em audiência", vincou.

A propósito, destacou o facto de a prostituta Alcina Dias ter confirmado em julgamento que esteve com Rui Pedro, em Lustosa, no dia do desaparecimento e que a criança fora levada por Afonso Dias para a prática de relações sexuais.

Como motivação para a medida da pena a aplicar ao arguido, para além do "elevadíssimo grau de ilicitude dos factos", a magistrada considerou que Afonso Dias "manipulou o menor de forma astuciosa" para o convencer para o encontro com a prostituta, após o qual se consumou o desaparecimento.

"Usou um processo habilidoso para convencer uma criança de 11 anos, aproveitando-se da sua ingenuidade", insistiu a magistrada, voltando-se para o coletivo presidido por Carla Fraga.

Elina Cardoso destacou também a falta de colaboração do arguido ao longo do julgamento, por se ter remetido ao silêncio, censurando também "a inexistência de um único sinal de arrependimento, com a indiferença a raiar a frieza".

Hoje à tarde deverão falar em tribunal o advogado da família de Rui Pedro e o jurista que defende o arguido Afonso Dias.

Lusa/AO Online

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