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Fidel diz que modelo económico de Cuba já não serve
Internacional | 2010-09-09 18:17
O ex-presidente cubano Fidel Castro considera que o modelo económico de Cuba “deixou de servir”, como revela o jornalista Jeffrey Goldberg, da revista norte-americana The Atlantic, no seu blogue.
“O modelo cubano não serve nem para nós”, afirma Castro, que fez 84 anos a 13 de Agosto e reapareceu na vida pública da ilha no início de Julho, depois de quatro anos a convalescer de uma doença grave, que o obrigou a transmitir a presidência para o seu irmão, Raul
Goldberg fez uma entrevista extensa a Fidel Castro, que está a revelar aos pedaços no blogue http://www.theatlantic.com/jeffrey-goldberg.
Ao ouvir agora aquela afirmação, Goldberg teve dúvidas sobre o que tinha escutado, pelo que consultou Julia Sweig, uma analista do Conselho de Relações Externas (um centro de reflexão norte-americano, que publica a revista Foreign Affairs), que o acompanhou na conversa com o ex-dirigente cubano.
Segundo Goldberg, Sweig matizou as declarações de Castro, dizendo que este “não estava a recusar as ideias da revolução”, mas a reconhecer “que o Estado, sob ‘o modelo cubano’, tem um papel excessivo na vida económica do país”.
O jornalista entende que um efeito possível desta leitura de Castro seria a criação de condições para o actual presidente e seu irmão, Raul Castro, porem em marcha “as reformas necessárias face à resistência, que será certa, dos comunistas ortodoxos dentro do partido comunista e dos burocratas”.
Goldberg fez uma entrevista extensa a Fidel Castro, que está a revelar aos pedaços no blogue http://www.theatlantic.com/jeffrey-goldberg.
Ao ouvir agora aquela afirmação, Goldberg teve dúvidas sobre o que tinha escutado, pelo que consultou Julia Sweig, uma analista do Conselho de Relações Externas (um centro de reflexão norte-americano, que publica a revista Foreign Affairs), que o acompanhou na conversa com o ex-dirigente cubano.
Segundo Goldberg, Sweig matizou as declarações de Castro, dizendo que este “não estava a recusar as ideias da revolução”, mas a reconhecer “que o Estado, sob ‘o modelo cubano’, tem um papel excessivo na vida económica do país”.
O jornalista entende que um efeito possível desta leitura de Castro seria a criação de condições para o actual presidente e seu irmão, Raul Castro, porem em marcha “as reformas necessárias face à resistência, que será certa, dos comunistas ortodoxos dentro do partido comunista e dos burocratas”.
Lusa/AO online
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