Vulcão das Furnas entrou em erupção há 380 anos
Regional | 2010-09-03 11:09
Uma das maiores erupções vulcânicas registada nos Açores desde o povoamento do arquipélago ocorreu nas Furnas, em S. Miguel, a 3 de Setembro de 1630, completando-se esta sexta-feira 380 anos sobre a tragédia que abalou a ilha.
“Foi uma erupção com uma fase inicial explosiva, com emissão de cinzas e pedra-pomes, e depois uma fase mais calma, com formação de domo lávico”, afirmou Gabriela Queirós, directora do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Risco Sísmico.
A especialista salientou, no entanto, que, naquela altura, ainda não existia a vila das Furnas e apenas estavam na zona “alguns padres e pastores”.
A erupção gerou uma nuvem que tapou o Sol durante três dias e cobriu a ilha com uma camada de cinzas que chegou a atingir 1,5 metros de espessura, tendo terminado apenas a 2 de Novembro, ao fim de 61 dias.
Os relatos da época, citados por Manuel Luís Maldonado na obra ‘Fenix Angrence’, indicam que os primeiros sinais surgiram cerca das 21:50 de 2 de Setembro de 1630, quando a ilha começou a ser sacudida por violentos abalos.
O rio de lava que começou a sair do vulcão das Furnas entrou no mar junto à localidade da Povoação, criando uma extensão de cerca de 200 metros por onde se podia “caminhar a pé enxuto”.
Cerca das 2:00 de 3 de Setembro ocorreu uma erupção cujo ruído era tão intenso que se ouvia na ilha Terceira, a cerca de 200 quilómetros, onde a população chegou a pensar que era “uma batalha entre duas armadas poderosas”.
Ao quarto dia, a nuvem de cinza cobriu totalmente o céu, numa escuridão que se prolongou por três dias, tão cerrada que “foi necessário que todos se valessem das tochas e de círios que traziam para as praças e ruas para se conhecerem uns aos outros”.
As cinzas que caíam ininterruptamente cobriram a ilha, chegando em alguns locais a atingir 1,5 metros de espessura, mas também atingiram outras ilhas do arquipélago.
A especialista salientou, no entanto, que, naquela altura, ainda não existia a vila das Furnas e apenas estavam na zona “alguns padres e pastores”.
A erupção gerou uma nuvem que tapou o Sol durante três dias e cobriu a ilha com uma camada de cinzas que chegou a atingir 1,5 metros de espessura, tendo terminado apenas a 2 de Novembro, ao fim de 61 dias.
Os relatos da época, citados por Manuel Luís Maldonado na obra ‘Fenix Angrence’, indicam que os primeiros sinais surgiram cerca das 21:50 de 2 de Setembro de 1630, quando a ilha começou a ser sacudida por violentos abalos.
O rio de lava que começou a sair do vulcão das Furnas entrou no mar junto à localidade da Povoação, criando uma extensão de cerca de 200 metros por onde se podia “caminhar a pé enxuto”.
Cerca das 2:00 de 3 de Setembro ocorreu uma erupção cujo ruído era tão intenso que se ouvia na ilha Terceira, a cerca de 200 quilómetros, onde a população chegou a pensar que era “uma batalha entre duas armadas poderosas”.
Ao quarto dia, a nuvem de cinza cobriu totalmente o céu, numa escuridão que se prolongou por três dias, tão cerrada que “foi necessário que todos se valessem das tochas e de círios que traziam para as praças e ruas para se conhecerem uns aos outros”.
As cinzas que caíam ininterruptamente cobriram a ilha, chegando em alguns locais a atingir 1,5 metros de espessura, mas também atingiram outras ilhas do arquipélago.
Lusa/AO online
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