Governo financia acções de combate à flora invasora no arquipelago

Governo financia acções de combate à flora invasora no arquipelago

 

Lusa / AO online   Regional   13 de Jul de 2009, 15:19

O Governo Regional dos Açores anunciou esta segunda-feira que vai investir 300 mil euros até final do ano no financiamento de duas dezenas de acções de monitorização, controlo e erradicação de flora invasora em várias ilhas do arquipélago.
As acções, promovidas pela Secretaria Regional do Ambiente, incidem sobre 20 espécies exóticas, entre as quais a conteira, criptoméria, palmites, tabaqueira, acácia, erva confeiteira e feto das pastagens.

A hortência, o incenso, o silvado bravo e a madressilva dos Himalaias são outras espécies abrangidas nestas acções, que se inserem no Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora em Áreas Sensíveis.


Ao abrigo deste plano, em S. Miguel, decorrem acções na Reserva Natural da Lagoa do Fogo, abrangendo uma área de 10 hectares, e na Paisagem Protegida das Sete Cidades, numa zona com 12 hectares.


Na Terceira, já foi adjudicada uma acção no Caminho Florestal do Algar do Carvão, estando em preparação iniciativas de limpeza de flora exótica nos trilhos da Terra Brava e da Lagoínha da Serreta.


A Serra Branca, na Graciosa, já foi palco de uma acção de limpeza de flora invasora, enquanto no Corvo, a mais pequena ilha açoriana, foi feita a monitorização dos trabalhos realizados em anos anteriores, tendo em vista a erradicação de novos focos que surgiram.


No Pico foram realizadas duas acções de monitorização e erradicação na Zona Especial de Conservação da Ponta da Ilha e na Paisagem Protegida da Zona Central, mais concretamente no Caldeirão da Ribeirinha, estando adjudicada uma intervenção na Paisagem Protegida da Cultura da Vinha.


As espécies exóticas invasoras são responsáveis por impactes negativos nas áreas que invadem, como a alteração de habitats, a degradação da qualidade da água e do solo, além da alteração da paisagem.


A invasão de espécies exóticas é considerada, a nível mundial, como a segunda maior causa de perda de biodiversidade, provocando graves prejuízos económicos.


A União Europeia gasta anualmente cerca de 13 mil milhões de euros para combater este fenómeno.

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