Bispo admite diminuição de casamentos católicos
Regional | 2009-01-19 14:47
O bispo de Angra admitiu hoje que "há uma diminuição progressiva dos casamentos católicos nos Açores", mas "muito longe dos números referidos nos dados do Instituto Nacional de Estatística".
Em declarações à Agência Lusa, D. António Sousa Braga sustenta que "não corresponde à realidade dos factos afirmar que nos Açores há a mais baixa percentagem de casamentos católicos do país, apenas 22,9 por cento, enquanto a média nacional é de 47,3".
Os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que em 2007 se registaram nos Açores 299 casamentos católicos, do total de 1.304 nas diversas ilhas, enquanto a diocese regista 806 casamentos católicos nas suas estatísticas.
De acordo com o prelado açoriano, as estatísticas oficiais de 2007 indicam que no concelho do Nordeste (São Miguel) não houve casamentos católicos, mas as estatísticas das paróquias registam 18 uniões matrimoniais católicas.
Acrescenta que "no caso de Vila Franca do Campo (São Miguel) só teriam havido 13 casamentos católicos, enquanto a Igreja assinala 63; na Lagoa (também em São Miguel) registam 11, mas na realidade celebraram-se 63 casamentos na Igreja".
António Sousa Braga pensa que as discrepâncias entre as estatísticas oficiais e diocesanas residem no facto de que "se divulga cada vez mais a prática de realizar primeiro o casamento civil e só depois o católico, que, pelos vistos, já não consta nas estatísticas do INE".
O prelado admite que esta diminuição acompanhe "a curva descendente da prática religiosa, que é um fenómeno comum em todo o mundo ocidental".
No entanto, adianta que "mesmo assim a percentagem dos casamentos católicos nos Açores, cerca de 60 por cento, ainda consegue ser o dobro da prática dominical que é de cerca de 30 por cento".
O fenómeno, segundo António Sousa Braga, "radica na transformação da sensibilidade e vivência religiosas, que se tornam cada menos institucionais e cada vez mais individualistas", alegando que "as pessoas, ainda que mantendo a sua religiosidade, não sentem necessidade de realizar actos comunitários".
A situação na sua opinião "indicia uma lacuna grave na catequese", admitindo que "a Igreja sente grande dificuldade em fazer passar a mensagem às novas gerações".
Os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que em 2007 se registaram nos Açores 299 casamentos católicos, do total de 1.304 nas diversas ilhas, enquanto a diocese regista 806 casamentos católicos nas suas estatísticas.
De acordo com o prelado açoriano, as estatísticas oficiais de 2007 indicam que no concelho do Nordeste (São Miguel) não houve casamentos católicos, mas as estatísticas das paróquias registam 18 uniões matrimoniais católicas.
Acrescenta que "no caso de Vila Franca do Campo (São Miguel) só teriam havido 13 casamentos católicos, enquanto a Igreja assinala 63; na Lagoa (também em São Miguel) registam 11, mas na realidade celebraram-se 63 casamentos na Igreja".
António Sousa Braga pensa que as discrepâncias entre as estatísticas oficiais e diocesanas residem no facto de que "se divulga cada vez mais a prática de realizar primeiro o casamento civil e só depois o católico, que, pelos vistos, já não consta nas estatísticas do INE".
O prelado admite que esta diminuição acompanhe "a curva descendente da prática religiosa, que é um fenómeno comum em todo o mundo ocidental".
No entanto, adianta que "mesmo assim a percentagem dos casamentos católicos nos Açores, cerca de 60 por cento, ainda consegue ser o dobro da prática dominical que é de cerca de 30 por cento".
O fenómeno, segundo António Sousa Braga, "radica na transformação da sensibilidade e vivência religiosas, que se tornam cada menos institucionais e cada vez mais individualistas", alegando que "as pessoas, ainda que mantendo a sua religiosidade, não sentem necessidade de realizar actos comunitários".
A situação na sua opinião "indicia uma lacuna grave na catequese", admitindo que "a Igreja sente grande dificuldade em fazer passar a mensagem às novas gerações".
Lusa/AO Online
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