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Bombeiros avaliam consequências do aumento dos combustíveis em congresso
Nacional | 2008-06-13 16:04
As consequências do aumento dos combustíveis nas corporações dos bombeiros, em especial no transporte de doentes, é o assunto em destaque no congresso, sábado, da Liga dos Bombeiros Portugueses, que reclama uma urgente actualização do subsídio por quilómetro.
Do congresso extraordinário, que vai decorrer sábado, em Matosinhos, deverá também sair a data do protesto que a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) pretende organizar para denunciar a falta de resposta do Ministério da Saúde no que toca à actualização do subsídio dos combustíveis.
"Já pedimos três audiências à ministra da Saúde para apreciarmos em conjunto a situação, mas até agora não houve qualquer resposta", disse à Agência Lusa o presidente da LBP, Duarte Caldeira, adiantando que "se hoje ao final do dia houver uma indicação positiva para se iniciar um processo negocial o protesto será cancelado".
Em causa estão os 40 cêntimos por quilómetro que as corporações de Bombeiros recebem do Ministério da Saúde para o transporte de doentes.
A LBB considera este valor "insustentável", tendo em conta o aumento do preço dos combustíveis ao longo deste ano, e destaca que desde 2006 o Ministério da Saúde "não actualiza" o financiamento.
Duarte Caldeira defendeu uma "inadiável" actualização do preço, no mínimo, para 60 cêntimos por quilómetro.
O responsável justificou a actualização com o aumento dos combustíveis em 2008 de cerca de 46 por cento.
"Estranho a ausência de resposta do Ministério da Saúde. Não é possível manter este tipo de serviço", lamentou.
Segundo o presidente da LBP, as verbas recebidas pelas corporações da parte do Ministério da Administração Interna (MAI), para combate a incêndios, emergências e socorro nas estradas, não podem ser utilizadas para as missões tuteladas pelo Ministério da Saúde, no caso serviço pré-hospitalar e transporte de doentes.
"Desde que deixámos de poder utilizar as verbas do MAI nos serviços tutelados pelo Ministério da Saúde que o défice financeiro se agravou", salientou.
Duarte Caldeira adiantou que as negociações com o MAI estão "encaminhadas", enquanto com o Ministério da Saúde há "um bloqueio".
O presidente da LBP disse ainda à Lusa que "o actual modelo de transporte de doentes está esgotado", defendendo a passagem da actual estrutura local para uma central de gestão de recursos e equipamentos, idêntica à da Região Autónoma da Madeira.
"Uma central única, com um número de telefone, que reencaminha o serviço para as ambulâncias disponíveis", propôs, realçando que é necessário saber qual a disponibilidade do Ministério da Saúde para este novo modelo, tendo em conta que pressupõe um novo protocolo.
No congresso extraordinário de sábado, a Liga dos Bombeiros Portugueses vai ainda apreciar e votar os novos estatutos, no âmbito dos quais vai decorrer em Outubro a eleição dos novos órgãos sociais.
Duarte Caldeira vai novamente candidatar-se ao cargo.
"Já pedimos três audiências à ministra da Saúde para apreciarmos em conjunto a situação, mas até agora não houve qualquer resposta", disse à Agência Lusa o presidente da LBP, Duarte Caldeira, adiantando que "se hoje ao final do dia houver uma indicação positiva para se iniciar um processo negocial o protesto será cancelado".
Em causa estão os 40 cêntimos por quilómetro que as corporações de Bombeiros recebem do Ministério da Saúde para o transporte de doentes.
A LBB considera este valor "insustentável", tendo em conta o aumento do preço dos combustíveis ao longo deste ano, e destaca que desde 2006 o Ministério da Saúde "não actualiza" o financiamento.
Duarte Caldeira defendeu uma "inadiável" actualização do preço, no mínimo, para 60 cêntimos por quilómetro.
O responsável justificou a actualização com o aumento dos combustíveis em 2008 de cerca de 46 por cento.
"Estranho a ausência de resposta do Ministério da Saúde. Não é possível manter este tipo de serviço", lamentou.
Segundo o presidente da LBP, as verbas recebidas pelas corporações da parte do Ministério da Administração Interna (MAI), para combate a incêndios, emergências e socorro nas estradas, não podem ser utilizadas para as missões tuteladas pelo Ministério da Saúde, no caso serviço pré-hospitalar e transporte de doentes.
"Desde que deixámos de poder utilizar as verbas do MAI nos serviços tutelados pelo Ministério da Saúde que o défice financeiro se agravou", salientou.
Duarte Caldeira adiantou que as negociações com o MAI estão "encaminhadas", enquanto com o Ministério da Saúde há "um bloqueio".
O presidente da LBP disse ainda à Lusa que "o actual modelo de transporte de doentes está esgotado", defendendo a passagem da actual estrutura local para uma central de gestão de recursos e equipamentos, idêntica à da Região Autónoma da Madeira.
"Uma central única, com um número de telefone, que reencaminha o serviço para as ambulâncias disponíveis", propôs, realçando que é necessário saber qual a disponibilidade do Ministério da Saúde para este novo modelo, tendo em conta que pressupõe um novo protocolo.
No congresso extraordinário de sábado, a Liga dos Bombeiros Portugueses vai ainda apreciar e votar os novos estatutos, no âmbito dos quais vai decorrer em Outubro a eleição dos novos órgãos sociais.
Duarte Caldeira vai novamente candidatar-se ao cargo.
Ana Carvalho Melo
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