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Transporte de crianças para pais ocupados

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Transporte de crianças

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Ponta Delgada conta actualmente com mais de uma empresa de transporte de crianças. O AO entrevistou os proprietários das empresas “Os Verdinhos” e “Chiquitos”, para averiguar o estado da actividade, o modo de funcionamento e as principais dificuldades do ramo.
 

 

Fernandina Oliveira criou em 2000 a empresa “Os Verdinhos”, depois de uma conversa entre irmãos. Começou a actividade com uma viatura e desde há oito anos que opera. Tem registado uma quebra desde há três anos, que se deve, segundo a empresária, à abertura de novas empresas no ramo e à falta de ajudas financeiras. “Vai-se levando devagar e com muito sacrifício”, comenta.
Com cinco viaturas e sete profissionais a seu cargo, “Os verdinhos” trabalham com todas as escolas de Ponta Delgada. Os montantes em atraso por parte de algumas dessas escolas dificultam o pagamento de salários e causam o descontentamento dos funcionários. Fernandina diz, contudo, que “quando olhamos para a cara da criança e sabemos que ela vai ser feliz nesse dia, temos de levar a vida para a frente”. Em termos de crescimento futuro, o panorama não é o mais promissor, pelo facto de muitos clientes não terem possibilidades para requerer este tipo de serviços. Trabalha também com crianças com deficiência e de todos os níveis sócioeconómicos: “para mim as crianças são todas iguais, precisam de se divertir e distrair”.
 O desejo que “todas as crianças tenham uma infância feliz” é o que lhe “dá forças para continuar”. Um dia normal de trabalho consiste, não só no transporte das crianças, mas no contacto com estas e com os pais, de modo a saber que esta “teve um bom dia” e que “está bem alimentada”, já que Fernandina sente, como mãe e empresária, que “uma mãe dedicada quer as coisas todas direitas”. Também transportam ocasionalmente  grupos de escuteiros.
 Considerou este ano como “muito difícil” para a empresa que gere, comparativamente ao ano passado, quando registava uma média de 200km diários por viatura. Os pais que procuram a sua empresa são, na generalidade, trabalhadores a tempo inteiro sem possibilidade de transportar os filhos nas suas rotinas diárias. Se o nível económico da família não permitir usufruir do serviço, faz preços especiais, já que considera que “aquela criança tem o mesmo direito que os outros “.
Luís Teixeira, proprietário da empresa “Chiquitos”, que surgiu no dia 10 de Agosto, pretende entrar no mercado “com uma postura e uma dinâmica diferentes” e aposta, numa primeira fase, na divulgação através de campanhas publicitárias. É uma empresa com perspectivas ”ambiciosas” e “ideias delineadas” que pretende definir a sua quota de mercado. O objectivo principal é funcionar como  “complemento a outras entidades já existentes no mercado”. Apesar  da empresa estar vocacionada para o transporte de crianças, também opera com idosos.
 A maior dificuldade tem sido dar a conhecer a empresa ao público: “há sempre aquele gelo inicial entre cliente e empresa, a principal dificuldade tem sido quebrar essa barreira”. Considera que “há uma necessidade deste tipo de serviços, com a vida agitada dos pais”, sendo a finalidade da sua empresa  “ir ao encontro das necessidades face às circunstâncias actuais das cidades”. Reconhece o momento de crise, mas salvaguarda que “há sempre um factor de risco”.

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