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Líder do PSD acusa CMH de se “deixar ultrapassar”

Regional | 2009-06-27 11:01

A líder do PSD/Açores acusou sexta-feira a maioria PS/CDU, que gere a Câmara Municipal da Horta, de se “deixar ultrapassar” por quase todas as cidades da Região.

Falando na apresentação pública da lista de candidatos do PSD à autarquia faialense nas próximas eleições Autárquicas, Berta Cabral lamentou que a Horta esteja “parada no tempo”.

“O PSD orgulha-se de apresentar uma equipa capaz de devolver à Horta o estatuto que historicamente merece, que é o de ser um dos três municípios mais importantes dos Açores”, destacou a dirigente social-democrata.

Mas para isso, a líder regional do PSD lembra que é preciso que os faialenses deixem de confiar no Partido Socialista, que está na autarquia há 20 anos consecutivos.

Berta Cabral considera mesmo que um sexto mandato consecutivo do PS na Câmara da Horta, representaria uma “estranha expressão da democracia”.

“Os faialenses estão cercados pelos poderes socialistas. O Governo da República é socialista, o Governo Regional é socialista, a Câmara Municipal é socialista e a maioria das juntas de freguesia é socialista. É socialismo a mais!”, lembrou.

Berta Cabral sublinhou que “o PS está em declínio no Faial”, porque tem vindo a perder votos em todos os actos eleitorais.

Para reconquistar a Câmara da Horta, o PSD aposta em Paulo Oliveira, arquitecto e empresário, uma figura independente, que segundo a líder do partido, constitui "uma das maiores novidades" das eleições Autárquicas.

Numa longa intervenção, Paulo Oliveira enumerou o que vai mal no Concelho e o que pretende mudar mas, sobretudo, lançou críticas à maioria do elenco camarário, por não acarinhar o investimento privado.

“Não temos desenvolvimento económico porque o governo da nossa ilha não quer, porque despreza as oportunidades, porque ignora os potenciais, porque tem medo do desenvolvimento, porque pensa que é mais fácil governar-nos se formos mais pobres, mais ignorantes e mais estúpidos”, frisou.

A lista do PSD à Câmara Municipal é composta por sete homens e sete mulheres, seis dos quais são independentes e oito, militantes do partido.

Lusa/AO Online