Secretária Regional da Educação e Formação
Na preparação do novo ano lectivo, a Secretária Regional da Educação e Formação responde às perguntas dos leitores do AO online
Maria Lina Mendes
2009-08-28
José
Gostaria de saber como é que um professor irá leccionar uma turma de alunos em que parte dos alunos não tem Magalhães (pois não é obrigatória a aquisição), parte tem, mas sem ligação à Internet (pois não é obrigatório) e parte tem o computador com acesso à Internet.
O Magalhães deve ser entendido como um recurso educativo de apoio ao processo de ensino e aprendizagem. Apesar de ser uma mais valia não é essencial ao acto educativo, pois este deve assentar na relação professor aluno e nas estratégias mobilizadas no sentido da promoção de uma aprendizagem activa e significativa para os alunos.
O facto de alguns alunos não possuírem o computador Magalhães não deve constituir problema, porque existirá um ou dois portáteis disponíveis por sala de aula para serem utilizados pelo professor e/ou pelos alunos. Considera-se que a utilização de todos os portáteis em simultâneo por todos os alunos pode não ser a melhor estratégia. O trabalho em pequenos grupos ou entre pares constitui, segundo a literatura, uma óptima estratégia de aprendizagem cooperada. Saliente-se que a utilização da Internet deve ser sempre sujeita a um adequado acompanhamento por parte do adulto e neste caso do professor, pelo que não é recomendável o livre acesso de todos os alunos em simultâneo à Internet, sob risco de exploração indevida de alguns sites.
Em relação ao Magalhães à ainda outras duas questões: entregar os computadores mesmo após a conclusão das aulas foi prudente? Estarão todos em condições em Setembro? (não seria preferível ser a escola a ter as suas salas de computadores?)
Importa clarificar que os equipamentos (Magalhães) são propriedade dos encarregados de educação que, ao abrigo do programa e-escolinha, os adquiriram a preços reduzidos (20€ ou 50€), ou mesmo a custo zero, em função do escalão da acção social escolar. Assim sendo, não tem a tutela, ou a escola, legitimidade para impedir ou adiar a entrega dos computadores que aconteceram à medida que os processos foram sendo concluídos (pagamentos efectuados).
Relativamente ao estado de conservação, sendo os equipamentos propriedade dos alunos, caber-lhes-á zelar pelos mesmos.
De referir ainda que, não obstante a aquisição dos equipamentos por parte dos encarregados de educação, o governo investiu também no apetrechamento das escolas com alguns equipamentos (1 por sala de aula) que servirão professores e/ou alunos.
Caso se verifique alguma anomalia nos equipamentos, deverão os encarregados de educação contactar a assistência técnica que é assegurada na Região Autónoma dos Açores através da empresa ONI Açores, representada pelas Lojas Globaleda, conforme informação já veiculada a todas as unidades orgânicas do sistema educativo regional.
E a outra prende-se com a formação dos professores. Todos os professores tiveram formação para tirar proveito do Magalhães?
Foi operacionalizada e implementada, em conjunto com as empresas JP Sá Couto, Caixa Mágica e Microsoft Portugal, uma formação para docentes formadores de todas as escolas (de um a quatro professores por escola, consoante o número de alunos de cada unidade orgânica). Esta formação decorreu em Fevereiro, na EBS Tomás de Borba, e na EBI Roberto Ivens, dela resultando o compromisso de replicação da formação aos restantes docentes. A formação, em cada unidade orgânica, será implementada de acordo com agenda a definir pela própria devendo estar concluída até ao final de Setembro.
Com estas acções de formação dotar-se-ão todos os professores do 1º ciclo das capacidades e conhecimentos necessários à incorporação desta nova ferramenta na sua prática.
João
Cada ano os cursos profissionais e tecnológicos abertos pelas escolas profissionais e escolas secundárias da região são mais do mesmo, raramente havendo arrojo e visão para o futuro. Porque não encetar uma estratégia regional neste sentido que vise promover a diversificação da economia açoriana tendo em conta os seus recursos, promovendo deste modo a abertura de cursos "diferentes", como "Agricultura Biológica", "Termalismo", etc?
Esta questão não se insere no âmbito das competências da SREF, mas sim da SRTSS, contudo a Direcção Regional do Emprego e Qualificação Profissional, através do Observatório do Emprego, procede anualmente à analise das necessidades do mercado regional e, dos dados recolhidos, estabelece uma lista de prioridades de modo a adequar as respostas formativas às necessidades da Região.
Rui
A disciplina de Estudo Acompanhado só serve para fazer testes de outras disciplinas, acarretar com os cadernos diários e pouco mais, porque não é substituída por Inglês, Português ou Matemática?
No âmbito da matriz curricular para 2009/2010 foi retirada a área curricular não disciplinar de Estudo Acompanhado. A implementação de Investigação e Apoio Multidisciplinar deverá promover a investigação, a autonomia e o desenvolvimento de competências de literacia digital. A carga horária das disciplinas de Português e de Matemática aumentou em todos os ciclos do Ensino Básico, pois entende-se serem disciplinas estruturantes do currículo e que têm grande influência no sucesso nas restantes áreas curriculares. A disciplina de inglês também aumentou a carga horária no ensino básico e a DREF está a preparar, para 2010/11, a introdução de uma segunda língua estrangeira no 2º ciclo, uma vez que as crianças iniciam a aprendizagem do inglês já no 1º ano do 1º ciclo do ensino básico. Se queremos aproximarmo-nos da Europa e do Mundo, temos que investir no ensino das línguas estrangeiras e quanto mais cedo essa aprendizagem ocorrer mais fácil e aliciante será para o aluno e melhor serão as competências linguísticas dos nossos jovens.
Flávio
Quando é que o programa Novas Oportunidades chega à Região a nível secundário?
A região criou, muito recentemente, a Rede Valorizar que vai dar resposta de forma mais abrangente e célere aos processos de reconhecimento e validação de competências. A partir de Outubro esta rede estará em pleno funcionamento. Para além desta resposta, existem outras vias que permitem o acesso e conclusão do ensino secundário a pessoas que já ultrapassaram a idade escolar, nomeadamente o ensino recorrente e o ensino mediatizado.
João
O que pensa das Escola serem instruídas a passar os alunos dentro de cada ciclo?
Todas as turmas que têm mais 10% de reprovações têm que mandar para a secretaria relatório de retenção. É normal a tutela ter esta atitude de querer na secretaria elevar as taxas de sucesso escolar?
A retenção dos alunos ao longo de cada ciclo é possível, quando se verifica que o plano que a escola implementou para procurar superar as dificuldades diagnosticadas não surtiu efeito e se torna claro ao Conselho de Turma que o aluno não desenvolverá as competências do ciclo até ao seu termo. Esse insucesso é justificado num relatório de retenção, onde se fundamentam as dificuldades do aluno e se propõem estratégias de superação para o ano seguinte. A questão do relatório por turma quando se verificam 10% ou mais de retenções, sem deixar de ser uma estratégia de controlo, é sobretudo uma medida que visa assegurar o adequado encaminhamento e acompanhamento dos alunos.
Deve esclarecer-se, ainda, que o ensino básico está estruturado na lógica de um percurso escolar que desenvolve competências nos alunos ao longo de três ciclos, sendo no final de cada ciclo que deve ocorrer a decisão de aprovação ou não. A lógica do ano de escolaridade, que ainda subiste no ensino secundário, foi abandonada, por se considerar que as possibilidades de autonomia de gestão curricular que foram atribuídas à escola e ao professor permitem um trabalho com um horizonte mais alargado, o que é benéfico para os alunos e para a adequação do trabalho dos docentes a cada grupo turma com que trabalha.
A retenção nem sempre é sinónimo de melhoria, ficar mais tempo com as mesmas estratégias de ensino dificilmente resolve o problema, gerando-se, na maioria dos casos, desmotivação e preconceitos relativamente às verdadeiras capacidades do aluno. Na região, tal como noutros países, temos respostas curriculares que procuram recuperar alunos com mais dificuldades e temos outros percursos de carácter mais profissionalizante que por vezes se mostram mais adequados aos interesses e capacidades dos nossos jovens. Saliente-se que estes percursos são mais direccionados para a formação profissional e a empregabilidade do que para o acesso ao ensino superior e a investigação. No entanto, garante-se sempre a possibilidade de, em qualquer momento deste percurso, o aluno poder entrar nos cursos científico humanísticos.
A tutela preocupa-se com os resultados académicos dos alunos. As políticas educativas assentam no esforço constante de melhorar as competências dos alunos. Os alunos são o eixo central de toda a acção educativa. Melhores alunos significa melhor futuro para os Açores.
Miguel
Considera viável e profícua a implementação, nas escolas da nossa região, do Conselho Geral, no qual a comunidade educativa tem mais representatividade e poder de decisão, e, consequentemente, do Director de Escola (visando uma melhor liderança)? E nas escolas que tenham alunos com graves problemas de aprendizagem, como por exemplo em Rabo de Peixe, não seria melhor elaborar um verdadeiro projecto educativo que envolvesse a comunidade, cabendo à escola a escolha dos professores que tivessem perfil para o levar a cabo?
No sistema educativo regional, julgamos que não se coloca, pelo menos para já, a necessidade de se alterar o modelo de gestão existente. Cada unidade orgânica tem a Assembleia de Escola onde a comunidade educativa está representada. A dinâmica de funcionamento deste órgão depende de escola para escola, no entanto, em termos de jurídicos estão definidas varias competências para este órgão, entre as quais se destaca a promoção e o incentivo do relacionamento com a comunidade educativa.
No caso de escolas que apresentam maior número de alunos com situações problemáticas, o Projecto Educativo, que é aprovado pela Assembleia de Escola, define formas de dar resposta a essa situação, que se concretizam no Projecto Curricular de Escola, no Plano Anual de Actividades e nos Projectos Curriculares de cada turma. Temos, ainda, bons exemplos de escolas que recorrem à figura do professor tutor, e dão-nos conta da pertinência desta figura, no âmbito do acompanhamento no estudo e no desenvolvimento de competências pessoais e sociais.
João
Em algumas escolas do Continente têm o Xadrez como disciplina obrigatória. Na região Autónoma dos Açores, alguns docentes têm introduzido o Xadrez nas escolas em parceria com a Associação de Xadrez dos Açores inserido nos Clubes Desportivo Escolar.
Atendendo que o Xadrez também tem uma vertente educativa e que desenvolve nos alunos várias competências, qual é a sua opinião em fomentar o xadrez nas escola e quais seriam os passos para a sua concretização?
O xadrez revela-se um jogo com uma forte componente educativa, na medida em que promove a concentração e o raciocínio lógico. Cada escola tem autonomia para criar clubes e desenvolver a prática desta modalidade desportiva. Várias escolas têm implementado esta actividade com sucesso, envolvendo alunos desde o 1º ciclo até ao secundário. Registe-se, ainda, que temos alcançado, com o xadrez desenvolvido no âmbito escolar, alguns prémios a nível Regional e nacional.
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Gostaria de saber como é que um professor irá leccionar uma turma de alunos em que parte dos alunos não tem Magalhães (pois não é obrigatória a aquisição), parte tem, mas sem ligação à Internet (pois não é obrigatório) e parte tem o computador com acesso à Internet.
O Magalhães deve ser entendido como um recurso educativo de apoio ao processo de ensino e aprendizagem. Apesar de ser uma mais valia não é essencial ao acto educativo, pois este deve assentar na relação professor aluno e nas estratégias mobilizadas no sentido da promoção de uma aprendizagem activa e significativa para os alunos.
O facto de alguns alunos não possuírem o computador Magalhães não deve constituir problema, porque existirá um ou dois portáteis disponíveis por sala de aula para serem utilizados pelo professor e/ou pelos alunos. Considera-se que a utilização de todos os portáteis em simultâneo por todos os alunos pode não ser a melhor estratégia. O trabalho em pequenos grupos ou entre pares constitui, segundo a literatura, uma óptima estratégia de aprendizagem cooperada. Saliente-se que a utilização da Internet deve ser sempre sujeita a um adequado acompanhamento por parte do adulto e neste caso do professor, pelo que não é recomendável o livre acesso de todos os alunos em simultâneo à Internet, sob risco de exploração indevida de alguns sites.
Em relação ao Magalhães à ainda outras duas questões: entregar os computadores mesmo após a conclusão das aulas foi prudente? Estarão todos em condições em Setembro? (não seria preferível ser a escola a ter as suas salas de computadores?)
Importa clarificar que os equipamentos (Magalhães) são propriedade dos encarregados de educação que, ao abrigo do programa e-escolinha, os adquiriram a preços reduzidos (20€ ou 50€), ou mesmo a custo zero, em função do escalão da acção social escolar. Assim sendo, não tem a tutela, ou a escola, legitimidade para impedir ou adiar a entrega dos computadores que aconteceram à medida que os processos foram sendo concluídos (pagamentos efectuados).
Relativamente ao estado de conservação, sendo os equipamentos propriedade dos alunos, caber-lhes-á zelar pelos mesmos.
De referir ainda que, não obstante a aquisição dos equipamentos por parte dos encarregados de educação, o governo investiu também no apetrechamento das escolas com alguns equipamentos (1 por sala de aula) que servirão professores e/ou alunos.
Caso se verifique alguma anomalia nos equipamentos, deverão os encarregados de educação contactar a assistência técnica que é assegurada na Região Autónoma dos Açores através da empresa ONI Açores, representada pelas Lojas Globaleda, conforme informação já veiculada a todas as unidades orgânicas do sistema educativo regional.
E a outra prende-se com a formação dos professores. Todos os professores tiveram formação para tirar proveito do Magalhães?
Foi operacionalizada e implementada, em conjunto com as empresas JP Sá Couto, Caixa Mágica e Microsoft Portugal, uma formação para docentes formadores de todas as escolas (de um a quatro professores por escola, consoante o número de alunos de cada unidade orgânica). Esta formação decorreu em Fevereiro, na EBS Tomás de Borba, e na EBI Roberto Ivens, dela resultando o compromisso de replicação da formação aos restantes docentes. A formação, em cada unidade orgânica, será implementada de acordo com agenda a definir pela própria devendo estar concluída até ao final de Setembro.
Com estas acções de formação dotar-se-ão todos os professores do 1º ciclo das capacidades e conhecimentos necessários à incorporação desta nova ferramenta na sua prática.
João
Cada ano os cursos profissionais e tecnológicos abertos pelas escolas profissionais e escolas secundárias da região são mais do mesmo, raramente havendo arrojo e visão para o futuro. Porque não encetar uma estratégia regional neste sentido que vise promover a diversificação da economia açoriana tendo em conta os seus recursos, promovendo deste modo a abertura de cursos "diferentes", como "Agricultura Biológica", "Termalismo", etc?
Esta questão não se insere no âmbito das competências da SREF, mas sim da SRTSS, contudo a Direcção Regional do Emprego e Qualificação Profissional, através do Observatório do Emprego, procede anualmente à analise das necessidades do mercado regional e, dos dados recolhidos, estabelece uma lista de prioridades de modo a adequar as respostas formativas às necessidades da Região.
Rui
A disciplina de Estudo Acompanhado só serve para fazer testes de outras disciplinas, acarretar com os cadernos diários e pouco mais, porque não é substituída por Inglês, Português ou Matemática?
No âmbito da matriz curricular para 2009/2010 foi retirada a área curricular não disciplinar de Estudo Acompanhado. A implementação de Investigação e Apoio Multidisciplinar deverá promover a investigação, a autonomia e o desenvolvimento de competências de literacia digital. A carga horária das disciplinas de Português e de Matemática aumentou em todos os ciclos do Ensino Básico, pois entende-se serem disciplinas estruturantes do currículo e que têm grande influência no sucesso nas restantes áreas curriculares. A disciplina de inglês também aumentou a carga horária no ensino básico e a DREF está a preparar, para 2010/11, a introdução de uma segunda língua estrangeira no 2º ciclo, uma vez que as crianças iniciam a aprendizagem do inglês já no 1º ano do 1º ciclo do ensino básico. Se queremos aproximarmo-nos da Europa e do Mundo, temos que investir no ensino das línguas estrangeiras e quanto mais cedo essa aprendizagem ocorrer mais fácil e aliciante será para o aluno e melhor serão as competências linguísticas dos nossos jovens.
Flávio
Quando é que o programa Novas Oportunidades chega à Região a nível secundário?
A região criou, muito recentemente, a Rede Valorizar que vai dar resposta de forma mais abrangente e célere aos processos de reconhecimento e validação de competências. A partir de Outubro esta rede estará em pleno funcionamento. Para além desta resposta, existem outras vias que permitem o acesso e conclusão do ensino secundário a pessoas que já ultrapassaram a idade escolar, nomeadamente o ensino recorrente e o ensino mediatizado.
João
O que pensa das Escola serem instruídas a passar os alunos dentro de cada ciclo?
Todas as turmas que têm mais 10% de reprovações têm que mandar para a secretaria relatório de retenção. É normal a tutela ter esta atitude de querer na secretaria elevar as taxas de sucesso escolar?
A retenção dos alunos ao longo de cada ciclo é possível, quando se verifica que o plano que a escola implementou para procurar superar as dificuldades diagnosticadas não surtiu efeito e se torna claro ao Conselho de Turma que o aluno não desenvolverá as competências do ciclo até ao seu termo. Esse insucesso é justificado num relatório de retenção, onde se fundamentam as dificuldades do aluno e se propõem estratégias de superação para o ano seguinte. A questão do relatório por turma quando se verificam 10% ou mais de retenções, sem deixar de ser uma estratégia de controlo, é sobretudo uma medida que visa assegurar o adequado encaminhamento e acompanhamento dos alunos.
Deve esclarecer-se, ainda, que o ensino básico está estruturado na lógica de um percurso escolar que desenvolve competências nos alunos ao longo de três ciclos, sendo no final de cada ciclo que deve ocorrer a decisão de aprovação ou não. A lógica do ano de escolaridade, que ainda subiste no ensino secundário, foi abandonada, por se considerar que as possibilidades de autonomia de gestão curricular que foram atribuídas à escola e ao professor permitem um trabalho com um horizonte mais alargado, o que é benéfico para os alunos e para a adequação do trabalho dos docentes a cada grupo turma com que trabalha.
A retenção nem sempre é sinónimo de melhoria, ficar mais tempo com as mesmas estratégias de ensino dificilmente resolve o problema, gerando-se, na maioria dos casos, desmotivação e preconceitos relativamente às verdadeiras capacidades do aluno. Na região, tal como noutros países, temos respostas curriculares que procuram recuperar alunos com mais dificuldades e temos outros percursos de carácter mais profissionalizante que por vezes se mostram mais adequados aos interesses e capacidades dos nossos jovens. Saliente-se que estes percursos são mais direccionados para a formação profissional e a empregabilidade do que para o acesso ao ensino superior e a investigação. No entanto, garante-se sempre a possibilidade de, em qualquer momento deste percurso, o aluno poder entrar nos cursos científico humanísticos.
A tutela preocupa-se com os resultados académicos dos alunos. As políticas educativas assentam no esforço constante de melhorar as competências dos alunos. Os alunos são o eixo central de toda a acção educativa. Melhores alunos significa melhor futuro para os Açores.
Miguel
Considera viável e profícua a implementação, nas escolas da nossa região, do Conselho Geral, no qual a comunidade educativa tem mais representatividade e poder de decisão, e, consequentemente, do Director de Escola (visando uma melhor liderança)? E nas escolas que tenham alunos com graves problemas de aprendizagem, como por exemplo em Rabo de Peixe, não seria melhor elaborar um verdadeiro projecto educativo que envolvesse a comunidade, cabendo à escola a escolha dos professores que tivessem perfil para o levar a cabo?
No sistema educativo regional, julgamos que não se coloca, pelo menos para já, a necessidade de se alterar o modelo de gestão existente. Cada unidade orgânica tem a Assembleia de Escola onde a comunidade educativa está representada. A dinâmica de funcionamento deste órgão depende de escola para escola, no entanto, em termos de jurídicos estão definidas varias competências para este órgão, entre as quais se destaca a promoção e o incentivo do relacionamento com a comunidade educativa.
No caso de escolas que apresentam maior número de alunos com situações problemáticas, o Projecto Educativo, que é aprovado pela Assembleia de Escola, define formas de dar resposta a essa situação, que se concretizam no Projecto Curricular de Escola, no Plano Anual de Actividades e nos Projectos Curriculares de cada turma. Temos, ainda, bons exemplos de escolas que recorrem à figura do professor tutor, e dão-nos conta da pertinência desta figura, no âmbito do acompanhamento no estudo e no desenvolvimento de competências pessoais e sociais.
João
Em algumas escolas do Continente têm o Xadrez como disciplina obrigatória. Na região Autónoma dos Açores, alguns docentes têm introduzido o Xadrez nas escolas em parceria com a Associação de Xadrez dos Açores inserido nos Clubes Desportivo Escolar.
Atendendo que o Xadrez também tem uma vertente educativa e que desenvolve nos alunos várias competências, qual é a sua opinião em fomentar o xadrez nas escola e quais seriam os passos para a sua concretização?
O xadrez revela-se um jogo com uma forte componente educativa, na medida em que promove a concentração e o raciocínio lógico. Cada escola tem autonomia para criar clubes e desenvolver a prática desta modalidade desportiva. Várias escolas têm implementado esta actividade com sucesso, envolvendo alunos desde o 1º ciclo até ao secundário. Registe-se, ainda, que temos alcançado, com o xadrez desenvolvido no âmbito escolar, alguns prémios a nível Regional e nacional.







