Açoriano Oriental

Pequeno comércio tenta resistir à crise

O dia dos namorados não seria sentido da mesma forma se não incluísse ofertas entre os casais. Pelo menos é esta a esperança dos comerciantes de lembranças e flores, que à primeira pergunta sobre as vendas associadas a esta data respondem quase em uníssono – a grande culpada é a crise.

Outras das razões apontadas para as quebras nas vendas prendem-se com o aumento da concorrência vinda do estrangeiro, e com o já habitual hábito de “deixar tudo para a última hora”.

As preferências dos consumidores vão principalmente para pequenas lembranças, nomeadamente peluches para as meninas e boxers para os meninos, em detrimento de produtos considerados de luxo. Nesta categoria, o que mais se vende são relógios e alianças.

A crise não assusta, no entanto, os pequenos comerciantes, que não se dão por vencidos, tentando de tudo um pouco para atrair a clientela, desde descontos nos produtos até ofertas a quem compre acima de um determinado valor.

As indústrias da restauração e da hotelaria são quem mais beneficia com esta data. Pelo que conseguimos apurar, o número de reservas é razoavelmente satisfatório, tanto em hotéis como em restaurantes. No entanto, os efeitos da crise não deixam de se fazer sentir, em comparação com os números obtidos no ano anterior.

Isidro Fagundes

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