Honduras

Zelaya diz que Procurador-Geral também é responsável por destituição


 

Lusa / AO online   Internacional   7 de Jan de 2010, 17:12

O Presidente deposto das Honduras, Manuel Zelaya, disse esta quinta-feira que o Procurador-Geral hondurenho, Luis Rubi, é tão ou mais responsável que os militares pelo golpe de Estado do passado dia 28 de Junho.
Zelaya reagia à decisão do Procurador-Geral que acusou quarta-feira os chefes das forças armadas de "abuso de poder", por terem detido e enviado para o exílio o Presidente deposto.

"Hoje, utilizando um truque, uma nova estratégia, o Procurador-Geral, que é tão ou mais responsável que os próprios militares, apresentou queixas de comum acordo para conseguir a impunidade dos militares, acusando-os de delitos menores, abuso de autoridade e não pelos crimes graves que cometeram", referiu Zelaya, em comunicado.

Segundo o presidente deposto os militares cometeram crimes como traição à pátria, assassínio, violação dos direitos humanos e tortura.

Para Manuel Zelaya, a iniciativa de Luis Rubi trata-se de um acto preparatório "para conseguir a impunidade dos militares e evitar a condenação de outros autores materiais e intelectuais do golpe militar".

A queixa apresentada por Luis Rubi visa os generais Romeo Vasquez, chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, Venancio Cervantes, comandante da Força Aérea, e Luis Javier Prince, comandante da Marinha, segundo o Supremo Tribunal de Justiça de Tegucigalpa.

Até ao momento, o Supremo Tribunal nunca se opôs às autoridades que assumiram o poder no golpe de Estado, lideradas por Roberto Micheletti, antigo presidente do Congresso.

Na mesma mensagem, o Presidente deposto reiterou que não vai renunciar ao mandato, que termina no próximo dia 27 de Janeiro.

Zelaya foi eleito em Novembro de 2005 para um mandato de quatro anos.

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