Web Summit: "Lisboa tem um potencial incrível para centro mundial de criatividade"

Web Summit: "Lisboa tem um potencial incrível para centro mundial de criatividade"

 

Lusa / AO online   Nacional   22 de Out de 2016, 11:34

Lisboa tem "um potencial incrível para centro mundial de criatividade", considera Rohan Silva, o fundador da Second Home, o icónico acelerador criativo londrino que escolheu a capital portuguesa para abrir em dezembro o seu primeiro espaço fora de casa.

 

"Hoje só existimos em Londres e estamos perto de abrir o nosso segundo espaço, já em dezembro. Escolhemos Lisboa, porque gostamos mesmo muito da cidade e porque acho que esta cidade tem um potencial incrível para ser um centro mundial de criatividade e empreendedorismo", disse Rohan Silva, em entrevista à agência Lusa.

A ideia da Second Home remonta aos tempos em que Rohan Silva era conselheiro do antigo primeiro-ministro britânico David Cameron, quando deu início ao projeto "Tech City", num momento em que sentiu que a zona de East London "tinha potencial para uma verdadeira explosão".

Em 2014, juntamente com Sam Aldenton, lançava então no bairro de Brick Lane a Second Home, projeto "genuinamente único" e que rapidamente se tornou popular em Londres ao afirmar-se simultaneamente como "um acelerador criativo", "um espaço cultural e de trabalho para empreendedores, pessoas geradoras de ideias e artistas".

Agora, a Second Home vai trazer para a zona ribeirinha de Lisboa, em particular para o segundo piso do Mercado da Ribeira, "toda esta colisão de ideias" e quer afirmar-se como "um verdadeiro turbocompressor para a comunidade criativa e de inovação" da capital portuguesa.

Rohan Silva afirma ter descoberto em Lisboa "uma cidade incrivelmente aberta e com um grande espírito empreendedor" e diz não se sentir diferente de quando está em Londres.

"Quando vim cá pela primeira vez há dois anos senti a energia e então eu e o meu cofundador tomámos a decisão de vir investir", contou.

Pediram aos seus investidores - um deles é também investidor na Time Out, a revista que se apresenta como "o melhor guia de Lisboa" e que está situada no Mercado da Ribeira, que avisassem se soubessem de um espaço interessante.

E assim nasceu o projeto que Rohan Silva classifica como "uma mistura de arte com ciência e de coração com razão": "O nosso coração disse que amamos esta cidade e o seu potencial criativo e a razão falou-nos de como a economia estava a mudar e as diferentes indústrias a inovarem".

E tornou-se claro que estar em Lisboa "podia realmente fazer a diferença", diz Rohan Silva, adiantando que a Second Home ainda nem abriu na capital e já tem todo um programa que vai decorrer em paralelo e ao longo da Web Summit, onde vai ser orador sobre o futuro das cidades, além do que já está planeado para quando abrir portas.

Neste momento, a Second Home conta já com três quartos dos seus 1.300 metros quadrados ocupados, 250 membros de diferentes áreas, como o capital de risco, a tecnologia, o 'design' e a moda, organizadores de festivais de música, que vão ali trabalhar, colaborar e "colidir" diariamente, numa lógica em que grandes empresas estão ao lado de pequenas empresas ou entidades.

Entre os membros, está a sociedade de capital de risco Faber Ventures, a Monday, agência digital de 'marketing', que vai levar a sua equipa de 20 pessoas, e a HomeLovers, imobiliária 'online' que arrancou no Facebook.

"As equipas que vão estar baseadas na Second Home vão ter um rápido crescimento", disse, acrescentando que o processo de candidaturas ainda está em curso.

As receitas da Second Home resultam de um modelo de negócio que assenta em duas modalidades: nas empresas que pagam uma quota por serem membros e em outras pessoas ou entidades que vão participar em eventos e iniciativas culturais ou educativas à noite ou aos fins-de-semana, a que chama 'roaming members' (membros não fixos).

"Os eventos podem ser pequenos, por exemplo com cinco pessoas, uma sessão educativa ou um grupo que queria saber como escalar o negócio, ou pode ser uma firma de 500 pessoas. Isto significa que diferentes tipos de grupos vão poder estar juntos", disse Rohan Silva, que não quer "eventos monoculturais".


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