Walk & Talk recebe cada vez mais candidaturas espontâneas

Walk & Talk recebe cada vez mais candidaturas espontâneas

 

Lusa/AO online   Regional   17 de Mai de 2016, 18:14

O festival de arte pública Walk & Talk, que dedica a sexta edição à arquitetura e ao design, recebe "cada vez mais candidaturas espontâneas" de artistas das mais diversas áreas culturais.

 

“Nós tivemos muitas candidaturas espontâneas este ano, ou seja, há uma vontade cada vez mais presente e mais forte de participar no festival”, afirmou o diretor do evento, Jesse James, considerando tratar-se “do resultado do trabalho de bastidores que tem sido feito, para posicionar o evento no circuito mundial”.

O festival Walk & Talk decorre de 15 a 31 de julho, na ilha de São Miguel e, pela primeira vez, de 23 de setembro a 01 de outubro, na ilha Terceira, envolvendo, no total, cerca de 80 artistas de diversas áreas e de 11 nacionalidades.

Apesar do percurso de seis anos do festival, Jesse James considerou que a consolidação do evento de arte pública e multidimensional, com orçamento de 110 mil euros, tem de ser feito “de ano para ano e não pode ser descurado”, sendo que a edição de 2016 vai servir para refletir sobre “o que fica, o que é o festival e as ligações que potencia”.

“O festival é cada vez mais abrangente em termos programáticos e de conteúdos que propõe. Vai desde um circuito de arte pública [muralismo], a um programa de residências [artísticas] ou programação paralela ao festival”, referiu Jesse James.

A anteceder a abertura do festival, que vai contar com “mais espaços para exibição”, dispersos pela maior cidade do arquipélago, no dia 14 de julho é inaugurada uma exposição da autoria de Susana Mendes Silva, na galeria Fonseca Macedo.

Além do artesanato, vídeo e fotografia, Jesse James destacou que o Walk & Talk apresenta este ano uma primeira residência artística dedicada ao teatro, com Pedro Penim e o grupo açoriano Pontilha.

O Walk & Talk, organizado pela Associação Anda e Fala, realizou-se pela primeira vez em 2011, na cidade de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, e destacou-se pela criação de um museu ao ar livre, com obras inéditas de mais de três dezenas de artistas portugueses e estrangeiros, e com a participação da população local.

Além do muralismo, o festival tem apostado em performances, instalações, cinema e outras experiências artísticas.


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