Voluntariado ambiental tem balanço positivo, mas ainda precisa de mais envolvimento dos cidadãos


 

Lusa/AO Online   Regional   25 de Set de 2010, 08:18

A associação ambiental Gê-Questa fez hoje um balanço positivo do movimento de voluntariado ambiental realizado nas ilhas Graciosa e Flores, nos Açores, apelando a uma maior participação dos cidadãos na iniciativa que está a decorrer na Terceira.

Este programa de voluntariado ambiental, pioneiro na região, conta com a ajuda de voluntários e decorre durante 15 dias em cada uma das ilhas do arquipélago.

Para o presidente da Gê-Questa, Orlando Guerreiro, "mais do que recolher resíduos no mar, eliminar plantas infestantes ou marcar trilhos", o objetivo é sensibilizar os açorianos para a cidadania, abrir as associações locais a novos intercâmbios e atrair turistas à região.

Em declarações à Lusa, Orlando Guerreiro salientou que há menos voluntários para esta última ação devido aos custos de deslocação, recordando que "eles pagam o seu próprio bilhete, que é bastante caro, para vir trabalhar de graça para um sítio onde nunca estiveram".

O presidente da associação ambiental criticou alguma passividade dos cidadãos locais, mas frisou que os ambientalistas estão a "fazer força para que as pessoas da ilha também abracem esta ideia, possam interagir com as pessoas que vêm de fora e aprender um pouco mais sobre uma realidade que nem sempre é boa".

"É importante que as pessoas que recolhem estes voluntários percebam que eles vieram do seu país para limpar as ilhas e melhorar o ambiente", acrescentou.

Este projeto de voluntariado ambiental foi desenvolvido por Laia Carbonell e Natalia Merino, duas estagiárias espanholas que residem na Terceira, ao abrigo de um estágio curricular, e que conseguiram movimentar vários voluntários do seu país de origem.


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