Vítor Bento diz que aprovar novos termos de fusão da PT/Oi era "menos pior"

Vítor Bento diz que aprovar novos termos de fusão da PT/Oi era "menos pior"

 

Lusa/AO online   Economia   2 de Dez de 2014, 11:25

O ex-presidente do Novo Banco, Vítor Bento, declarou que o voto favorável do banco aos novos termos da fusão com a Oi era a "menos pior" das opções em cima da mesa.

 

Pedindo desculpa no parlamento pelo "pontapé na gramática", Bento realçou que o "voto a favor era a menos pior de todas as alternativas", sendo que o voto do Novo Banco seria de todo o modo "irrelevante" para a decisão final, já que a decisão foi aprovada com a quase totalidade dos votos dos acionistas.

Em causa está a Assembleia-Geral da PT que decorreu a 08 de setembro e na qual o Novo Banco, que ficou com a posição do antigo BES na PT, votou a favor dos novos termos da fusão com a Oi.

O gestor falava na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e o Grupo Espírito Santo (GES), onde começou a ser ouvido pelas 09:00 e pelas 12:45 ainda estava a prestar o seu depoimento perante os deputados.

A comissão de inquérito arrancou a 17 de novembro e tem um prazo de 120 dias, que pode eventualmente ser alargado.

Os trabalhos têm por intuito "apurar as práticas da anterior gestão do BES, o papel dos auditores externos, as relações entre o BES e o conjunto de entidades integrantes do universo GES, designadamente os métodos e veículos utilizados pelo BES para financiar essas entidades".

Será também avaliado, por exemplo, o funcionamento do sistema financeiro e o "processo e as condições de aplicação da medida de resolução do BdP" para o BES e a "eventual utilização, direta ou indireta, imediata ou a prazo, de dinheiros públicos".

A 03 de agosto, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após a apresentação de prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades: o chamado banco mau (um veículo que mantém o nome BES e que concentra os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas) e o banco de transição que foi designado Novo Banco.

 


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