Vítimas mortais do incêndio em Londres poderão não ser identificadas

Vítimas mortais do incêndio em Londres poderão não ser identificadas

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   16 de Jun de 2017, 11:42

Algumas das vítimas mortais do incêndio de quarta-feira no edifício residencial Grenfell, oeste de Londres, poderão nunca vir a ser identificadas, admitiu a polícia britânica.

 

“Tristemente, há um risco de que não possamos identificar todos”, disse o comandante da polícia Metropolitana de Londres (MET), Stuart Candy, acrescentando esperar que o número total de mortos não seja superior a três dígitos.

Até ao momento estão confirmados 17 mortos pelo fogo que destruiu o edifício de 24 andares, no qual viviam entre 400 e 600 pessoas, mas as autoridades estimam que o número possa subir.

Pelo terceiro dia consecutivo, os bombeiros revistaram hoje os andares do prédio, composto por 120 apartamentos, muitos deles de proteção social, enquanto aumentam as críticas sobre a segurança em outros edifícios similares no Reino Unido.

As autoridades são criticadas pelo estado em que se encontrava o edifício depois de alguns residentes terem denunciado que os alarmes de incêndio não dispararam, e também pelo material usado no revestimento do imóvel, composto por polietileno, que explicaria a rapidez com que se propagaram as chamas na madrugada de quarta-feira.

Não está ainda esclarecida a origem do incêndio e a primeira-ministra britânica, Theresa May, iniciou uma investigação oficial sobre a tragédia, a fim de compreender todas as causas do ocorrido para que este desastre não volte a ocorrer.

May é também criticada pelos media locais por não ter falado ontem com os sobreviventes do incêndio quando visitou o bairro norte de Kesington, onde está o imóvel e onde falou com agentes da polícia e bombeiros que trabalharam para conter o fogo e resgatar os residentes.

Segundo testemunhas, o incêndio terá começado no quarto andar do edifício, cerca das 00:15 (01:15 no local e em Lisboa) de quarta-feira.

A primeira vítima foi identificada como o refugiado sírio Mohmmed Alhajali, de 23 anos, que estudava engenharia civil e que estava no 14.º andar quando se declarou o incêndio.

Dez portugueses viviam em três apartamentos do prédio que ardeu e quatro deles - pai, mãe e duas filhas de 10 e 12 anos - foram assistidos pelos serviços de emergência.

De acordo com fonte da Secretaria de Estado das Comunidades, as duas crianças estão internadas, mas fora de perigo.

 


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