Vítima portuguesa entre os mortos em Barcelona

Vítima portuguesa entre os mortos em Barcelona

 

Lusa/AO online   Nacional   18 de Ago de 2017, 11:00

Uma mulher de nacionalidade portuguesa, nascida em 1943 e residente em Lisboa, é uma das 13 vítimas mortais do ataque registado na quinta-feira, em Bercelona, disse o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

"Infelizmente, confirma-se, para já, o nome de uma portuguesa, nascida em 1943, com residência em Lisboa. É uma das vítimas mortais", disse José Luís Carneiro, adiantando que a informação foi confirmada "na última meia hora".

Desconhece-se em que contexto a mulher estava na capital da Catalunha, mas sabe-se que uma outra mulher, de 20 anos, a acompanhava, ignorando-se o seu paradeiro, adiantou o governante.

"Encontra-se mais uma portuguesa desaparecida, que terá 20 anos. Estamos a desenvolver diligências para tentar verificar o seu paradeiro", frisou.

O secretário de Estado já informou a família da vítima mortal portuguesa, a quem transmitiu "disponibilidade para apoiar em tudo o que for necessário", nomeadamente na identificação e nos procedimentos para a trasladação do corpo.

Um dos familiares já se encontra em Barcelona, acrescentou.

Segundo as informações recolhidas pelo Governo junto dos hospitais que receberam vítimas do ataque, entre os feridos não há portugueses, realçou, adiantando que há cerca de 35 mil portugueses inscritos nos serviços consulares na região da Catalunha.

"Mas há depois uma população flutuante, sobretudo do fluxo de turismo, fluxo de trabalho, fluxo de investimento, há, de facto, muitos fluxos, que têm como destino Barcelona. Portanto, temos de continuar, como sempre dissemos, a aguardar por todas as informações até às ilações finais", sublinhou o governante.

O ataque levado a cabo por um homem, ainda procurado pelas autoridades, que, ao volante de uma furgoneta, atropelou mortalmente 13 pessoas e feriu perto de uma centena, na avenida mais movimentada de Barcelona, Las Ramblas, ocorreu pelas 17:00 locais (16:00 em Lisboa) de quinta-feira e foi reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico.

A polícia catalã já deteve três suspeitos de envolvimento no ataque. Na operação policial montada a seguir ao atentado, foram mortos pelo menos quatro supostos terroristas em Cambrils, a 117 quilómetros de Barcelona, que estariam a preparar um outro atentado nessa localidade balnear.


Um ataque terrorista em Barcelona, na tarde de quinta-feira, provocou 13 mortos e cerca de uma centena de feridos, após uma furgoneta ter galgado um passeio e atropelado dezenas de pessoas, nas Ramblas, no centro da cidade.

O ataque ocorreu pela 17:00 locais (16:00 em Lisboa) e foi entretanto reivindicado pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico, através dos seus canais oficiais de comunicação.

A polícia catalã já deteve dois suspeitos de envolvimento no ataque e um outro suposto autor do atentado foi encontrado morto em Sant Just Desvern, em Baix Llobregat, a 12 quilómetros de Barcelona, depois de uma troca de tiros com a Polícia catalã, após ter forçado a passagem de um controlo policial e ter atropelado uma polícia.

O motorista da furgoneta utilizada no ataque terrorista nas Ramblas ainda estará em fuga.

Na operação policial montada a seguir ao atentado, foram igualmente mortos pelo menos quatro supostos terroristas em Cambrils, a 117 quilómetros de Barcelona, que estariam a preparar um outro atentado nesta localidade balnear.

A comunidade internacional já condenou este ataque que fez vítimas de, pelo menos, 18 nacionalidades diferentes.

Ao final de quinta-feira, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luis Carneiro, referia não ter conhecimento da existência de portugueses entre as vítimas do atentado de Barcelona.




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