Visitas aos centros de interpretação ambiental cresceram 28% até maio

Visitas aos centros de interpretação ambiental cresceram 28% até maio

 

Lusa/AO online   Regional   24 de Jul de 2015, 15:27

Os 17 centros de interpretação ambiental dos Açores receberam de janeiro a maio cerca de 21.500 visitantes, um aumento de 28% em relação ao mesmo período de 2014, revelou o Governo Regional.

O secretário regional do Ambiental, Luís Neto Viveiros, sublinhou que são números ainda referentes à época baixa e que a maioria dessas pessoas eram portuguesas e alemãs.

Ao longo de todo o ano de 2014, os centros de interpretação ambiental dos Açores receberam mais de 100 mil visitantes.

Neto Viveiros falava no Corvo, na cerimónia de inauguração da reabilitação da única atafona que sobrevive na ilha e que agora integra o Centro de Interpretação Ambiental e Cultural do Corvo, podendo ser visitada a partir de hoje.

Uma atafona é um edifício que alberga no seu interior um moinho que era movido por bois. No total, existiam seis atafonas no Corvo, mas as outras cinco desapareceram, por os edifícios terem sido reaproveitados pelos proprietários para outros fins.

As atafonas funcionaram até meados do século XX no Corvo e eram usadas para moer cereais e fazer farinhas.

A atafona agora aberta ao público estava abandonada e em estado de degradação quando foi comprada pelo Governo Regional, que assegurou também a sua recuperação.

"Numa ilha classificada como reserva da biosfera [pela agência das Nações Unidas Unesco], essa preservação e esta homenagem à harmonia entre a vivência do homem e o meio assumem um significado redobrado", sublinhou Luís Neto Viveiros.

As reservas da biosfera "assentam em objetivos complementares, nomeadamente, o de contribuir para um desenvolvimento económico e humano que seja sociocultural e ecologicamente sustentável", ou seja, "a sua gestão pretende ser um modelo de desenvolvimento centrado na conservação dos patrimónios ambiental e cultural", acrescentou.

Os Açores têm três ilhas classificadas como reserva da biosfera pela Unesco (Corvo, Flores e Graciosa) e estão a preparar a candidatura das Fajãs de São Jorge à mesma classificação.

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