Visitantes vão pagar serviços em locais muito procurados na Madeira a partir de 2017

Visitantes vão pagar serviços em locais muito procurados na Madeira a partir de 2017

 

LUSA/AOnline   Nacional   2 de Jul de 2016, 14:52

Os turistas que percorrem a Madeira vão começar a pagar por serviços específicos prestados em locais muito visitados, a partir de janeiro de 2017, recusando o executivo regional que esta seja uma forma da criação de taxas turísticas.

Uso de casas de banho, estacionamento ou visitas a espaços-museu são alguns dos serviços que vão ser objeto de pagamento por parte dos visitantes.

O presidente do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza da Madeira, Miguel Sequeira, explicou que, junto de alguns dos 30 percursos recomendados da região, vão ser criados centros de interpretação, no sentido de melhorar a qualidade dos serviços prestados, bem como serão feitas obras de melhoramento, sem que, para o efeito, se criem taxas.

"Temos de diferenciar pagamento, no sentido de uma taxa, para usufruir de um espaço natural ou de um percurso recomendado, de um pagamento por um serviço específico. O primeiro não vai ocorrer, isto é, está descartada a possibilidade de pagamento para percorrer um percurso", afirmou.

Numa primeira fase, os percursos recomendados das Queimadas e do Ribeiro Frio, ambos em Santana, concelho nortenho da ilha da Madeira, serão alvo de um investimento de 300 mil euros para a criação de serviços de apoio.

O executivo pretende, com esta forma de gestão, garantir maior qualidade de estruturas ao serviço dos utilizadores, ao mesmo tempo que garante a "sustentabilidade ecológica e financeira dos percursos recomendados, cuja manutenção tem elevados custos".

No que respeita a serviços específicos, "está previsto o pagamento pelo uso de casas de banho, de estacionamento ou pela visita a espaços-museu, como, por exemplo, a casa principal das Queimadas, em que no piso inferior passará a existir um centro de receção", explicou.

Este responsável considera que os centros de receção "são absolutamente estruturantes na oferta de turismo de natureza", permitindo aos visitantes obter "informação de qualidade" sobre os espaços, biodiversidade, ecossistemas e a história dos espaços.

"Estes centros podem e devem ser também estruturas fundamentais num aumento substancial da informação de segurança dos utilizadores", sublinhou.

No caso do Ribeiro Frio, local onde existe um viveiro de trutas, serão várias as alterações a executar. "Resumidamente, o viveiro de trutas passa a ser uma estrutura diferente, com mais áreas visitáveis e mais informação, mas destacaria a criação de um laboratório e, sobretudo, a densidade e qualidade da informação", afirmou.

Os centros de receção terão ainda uma segunda vantagem, já que o executivo pretende - à semelhança do que se faz noutros países -, colocar estruturas onde os utilizadores podem fazer "contribuições voluntárias", valores que Miguel Sequeira não contabiliza, mas que admite poderem ser elevados.

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