Vaticano enfrentou situação ao colocar em prisão domiciliaria padre acusado de pedofilia

Vaticano enfrentou situação ao colocar em prisão domiciliaria padre acusado de pedofilia

 

Lusa/AO online   Internacional   24 de Set de 2014, 11:24

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa considerou que o Vaticano agiu no sentido de "enfrentar as situações e não de as camuflar" ao colocar em prisão domiciliária o antigo arcebispo polaco Jozef Wesolowski, acusado de pedofilia.

“Vai na linha de se enfrentar as situações e não de as camuflar. Quando há provas e há dados, há que agir de acordo com eles e penso que a Santa Sé o fez. O processo não está terminado, mas a Santa Sé agiu de acordo com os dados que tem em mão”, disse  Manuel Joaquim Barbosa.

O Vaticano colocou hoje em prisão domiciliária o antigo arcebispo polaco Wesolowski, acusado de pedofilia, sendo o primeiro caso do género, adiantou um porta-voz da Santa Sé, sublinhando que foi o próprio papa Francisco a exigir uma ação rápida.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, citado pela agência noticiosa francesa AFP, declarou que o tribunal criminal da Santa Sé determinou esta medida em audiência preliminar.

De acordo com Manuel Joaquim Barbosa, a tomada de posição da Santa Sé surge no seguimento daquilo que a igreja tem vindo a fazer nos últimos anos, no sentido de “clarificar as situações”.

“Trata-se de uma situação inédita. É a primeira vez que acontece aplicar a prisão domiciliária. É uma ação do tribunal da Santa Sé, mas não tenho mais dados”, sublinhou.

Segundo o padre, a igreja tem agido no “sentido da clarificação”, reiterando que as conferências episcopais têm todas “diretrizes muito claras para estas situações”.

O antigo bispo Jozef Wesolowski, embaixador da Igreja Católica na República Dominicana, foi deposto em junho passado, depois de ter sido condenado por abuso sexual por um tribunal da Santa Sé.

 


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