Vaticano desafia Trump a reverter "aflição e conflito" do mundo

Vaticano desafia Trump a reverter "aflição e conflito" do mundo

 

Lusa/AO online   Internacional   9 de Nov de 2016, 10:06

O secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, felicitou o republicano Donald Trump pela vitória nas eleições presidenciais norte-americanas e desafiou-o a reverter a "situação de grave aflição e conflito" do mundo.

 

"Felicitamos o novo presidente para que o seu governo possa ser verdadeiramente frutuoso. Asseguramos também a nossa oração para que o Senhor o ilumine e o apoie no serviço à sua pátria", disse o cardeal, citado pela Rádio Vaticano.

Parolin instou ainda Trump a trabalhar pelo "bem-estar e a paz no mundo".

"Creio que atualmente precisamos de trabalhar todos para mudar a situação mundial, que é uma situação de grave laceração e de grave conflito", afirmou.

Parolin referiu-se à controversa proposta eleitoral de erigir um muro na fronteira com o México e disse que "se verá como atua o presidente", porque "normalmente diz-se que uma coisa é ser candidato e outra presidente, ter uma responsabilidade".

O papa Francisco e Donald Trump trocaram declarações em fevereiro, depois de o líder da Igreja católica dizer que "não é cristão" construir muros.

Trump considerou "vergonhoso" um papa questionar a fé de uma pessoa e recordou que o Vaticano está cercado por "muralhas escandalosamente altas".

O então porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, defendeu depois que o papa não tinha querido fazer "um ataque pessoal ou uma indicação de voto" com as suas palavras, mas sim reafirmar a sua mensagem de construir pontes entre culturas.

Trump, que então lutava ainda pela nomeação como candidato pelo partido republicano, encerrou a polémica e qualificou Francisco como "um tipo maravilhoso".

O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, venceu as eleições, derrotando, contra o que previam as sondagens, a adversária democrata, Hillary Clinton.

No discurso de vitória, Donald Trump garantiu que será o Presidente de todos os americanos e que é hora de os norte-americanos curarem as feridas da divisão e se juntarem "como um povo unido".

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