Vaticano defende comissão de investigação à Ordem de Malta

Vaticano defende comissão de investigação à Ordem de Malta

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   17 de Jan de 2017, 13:53

O Vaticano defendeu a decisão do papa Francisco de criar uma comissão de investigação sobre a controversa suspensão de um responsável da Ordem de Malta

 

Em comunicado, o Vaticano "reafirma a sua confiança" na comissão, nomeada no mês passado pelo papa Francisco, para relatar a "atual crise da direção central" da ordem.

A nota acrescenta que o Vaticano "conta com a total cooperação de todos nesta fase sensível", numa referência à recusa da ordem em cooperar com a comissão de investigação, alegando um estatuto soberano.

O líder da Ordem de Malta suspendeu Albrecht von Boeselager das funções de grão-chanceler, acusado de não ter impedido a distribuição de preservativos em diferentes zonas do mundo, de acordo com o diário italiano Il Messaggero.

Esta decisão foi considerada contrária à moral católica e uma falta grave do grão-chanceler, acrescentou o jornal a 22 de dezembro.

Boeselager recusou demitir-se, como pedido pelo grão mestre Matthew Festig, dando início a um procedimento disciplinar que resultou na destituição como grão-chanceler no dia 16 de dezembro, indicou na altura uma nota da organização.

A origem da Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, conhecida como Ordem de Malta, remonta a 1048, durante a época das Cruzadas. Atualmente é uma organização humanitária soberana internacional.

A Ordem de Malta está ativa em 120 países, administra hospitais e clínicas, com 13.500 membros e 100 mil funcionários ou voluntários.

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