Vasco Cordeiro revela que agricultores podem concorrer ao Prorural+ dentro de duas semanas

Vasco Cordeiro revela que agricultores podem concorrer ao Prorural+ dentro de duas semanas

 

Lusa/AO Online   Regional   1 de Mar de 2015, 13:59

O presidente do Governo dos Açores revelou hoje que os agricultores açorianos podem avançar dentro de duas semanas com candidaturas ao programa Prorural + 2014-2020, recentemente aprovado pela União Europeia (UE).

“Está já definido o comité de acompanhamento do Prorural +, criada a autoridade de gestão, está já em análise e debate um conjunto de documentos que visam definir os critérios de seleção para eventual aprovação de projetos que entrarem. Aliás, nos próximos quinze dias, já teremos condições para abrir as candidaturas”, declarou Vasco Cordeiro.

O chefe do executivo açoriano falava em Santana, concelho da Ribeira Grande, ilha de São Miguel, no âmbito da cerimónia que assinalou a remodelação e modernização da fábrica de rações da Cooperativa União Agrícola, projeto orçado 9,5 milhões de euros.

Vasco Cordeiro especificou que as candidaturas ao Prorural + poderão avançar dentro de duas semanas para os grupos de ação local, na área das agroambientais e no que respeita às indemnizações compensatórias.

Paralelamente, o executivo açoriano vai continuar a trabalhar na rubrica de investimentos para a modernização de explorações agrícolas, a par das restantes do Prorural +, visando que o setor agrícola beneficie destes apoios o “mais rapidamente possível”, segundo Vasco Cordeiro.

Referindo-se especificamente à abolição por parte da UE do regime de quotas leiteiras, o responsável pelo Governo Regional reiterou que é contra a adoção desta medida e sublinhou que vai continuar a manifestar junto das instâncias comunitárias a sua discordância.

Vasco Cordeiro pretende, acima de tudo, que sejam acautelados os “efeitos profundamente desestabilizadores” que o fim do regime de quotas leiteiras poderá ter no rendimento dos agricultores açorianos.

“Mas não podemos apenas ficar dependentes das decisões que cabem aos outros tomar. Nós próprios temos que trabalhar no sentido de estamos o melhor preparados possível para ultrapassar este momento e vencer os desafios que colocam”, frisou o presidente do executivo açoriano.

Nesse contexto, Vasco Cordeiro considerou ser fundamental que haja a “capacidade reforçada” de construir consensos por parte da indústria e da produção, bem como da comercialização, reiterando que todas as partes estão “condenadas a entenderem-se”.

O líder do executivo regional deixou ainda a mensagem de que “não há razões para recear os desafios” que se colocam ao setor, sobretudo pela capacidade demonstrada ao longo dos anos pelo setor.

“Todos conhecem aquele que é o comportamento da região e da agricultura açoriana, na produção de leite, em concreto, em termos de quantidade e qualidade, e com o melhoramento genético do efetivo leiteiro, que tem sido referência por parte de um conjunto de entidades externas”, declarou.

Vasco Cordeiro frisou que o setor agrícola tem “todas as condições para ultrapassar esses desafios” com que é confrontado, mas acrescentou que estes “não se resolvem por si só, por atos de magia”, exigindo o trabalho de todos os intervenientes.

Jorge Rita, presidente da Associação Agrícola de São Miguel (AASM), considerou que o setor está a atravessar um “período difícil e complicado” devido às fortes baixas verificadas no preço do leite, que teve lugar nas diferentes ilhas dos Açores, e defendeu que as indústrias “têm que acarinhar e proteger” os produtores de forma “ativa e realista”.

O líder da lavoura de São Miguel defendeu a necessidade do Governo dos Açores se empenhar na UE, face à abolição do regime de quotas, no sentido de serem adotadas medidas adicionais para o setor na região, face à sua condição de ultraperiferia e singularidade.

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