Vasco Cordeiro recusa que Açores paguem a fatura ambiental dos EUA nas Lajes

Vasco Cordeiro recusa que Açores paguem a fatura ambiental dos EUA nas Lajes

 

Lusa/AO Online   Regional   8 de Mai de 2017, 14:47

O presidente do Governo dos Açores declarou hoje que não podem ser os açorianos a pagar a "fatura ambiental" que resulta da presença dos Estados Unidos na Base das Lajes, na ilha Terceira.

“Esse trabalho, na opinião do Governo Regional, tem que ser desencadeado pelos EUA e o nosso próprio país. Isso é outra forma de dizer que o que não pode acontecer é a fatura ambiental ser passada aos açorianos e aos Açores”, declarou Vasco Cordeiro, aos jornalistas, na sequência de uma audiência concedida ao presidente da Câmara Municipal da Horta, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

O responsável pelo executivo, que vai estar presente quinta-feira, em Washington, na reunião da Comissão Bilateral de Acompanhamento do Acordo das Lajes, disse ter uma abordagem “muito cautelosa” em relação aos resultados do encontro.

Vasco Cordeiro afirmou que a sua presença na reunião em Washington pretende “dar conta da urgência” que o Governo dos Açores atribui à questão ambiental no dossiê das Lajes.

Vasco Cordeiro considerou que já houve trabalho na comissão bilateral que foi desenvolvido com “resultados positivos alcançados” no âmbito laboral, conseguindo-se assegurar rescisões dos trabalhadores por mútuo acordo, em alternativa a despedimentos, no âmbito do processo de “downsizing” (redução de efetivos) da base das Lajes.

O líder do Governo Regional referiu, por outro lado, sobre o estudo relativo à ampliação da pista da Horta, na ilha do Faial, que lhe foi hoje entregue pelo presidente da câmara municipal, que deve ser a empresa privada Vinci, que explora aquele aeroporto e outros da região, a assumir financeiramente a obra.

“Nós temos uma empresa privada que retira receitas dos aeroportos da região que estão subordinados à concessão e esse dado, necessariamente, tem que estar presente análise da assunção de responsabilidade financeiras”, declarou.

O presidente da Câmara Municipal da Horta, José Leonardo Silva, afirmou, por seu turno, que a ampliação da pista visa “ter na ilha do Faial mais gente, mais economia que criará emprego e dará uma sustentabilidade relevante”.

O estudo hoje apresentado a Vasco Cordeiro pelo autarca, da responsabilidade de um grupo de trabalho criado pela Câmara Municipal da Horta, reduz de 73 para 35 milhões de euros o custo aproximado da obra de ampliação da pista do aeroporto da Horta.

O documento, elaborado pelos técnicos que integram o grupo de trabalho (presidido pelo ex-diretor do aeroporto), propõe a ampliação da pista dos atuais 1.600 para 2.050 metros de comprimento, em terrenos conquistados ao mar, e por um valor substancialmente inferior ao inicialmente previsto.

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