Vasco Cordeiro reconhece que "há melhorias" a fazer nas novas ligações aéreas aos Açores

Vasco Cordeiro reconhece que "há melhorias" a fazer nas novas ligações aéreas aos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   15 de Abr de 2015, 13:52

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, reconheceu hoje que "há melhorias" a fazer nas ligações aéreas entre o continente e a região, mas sublinhou que o novo modelo de transportes é "o que melhor serve" o arquipélago.

"Obviamente, há coisas que podem, numa primeira fase, não correr como nós gostaríamos que elas corressem. E é obrigação do Governo [Regional] reconhecer a insatisfação das pessoas", disse Vasco Cordeiro, que disse que o executivo está comprometido e empenhado em "aperfeiçoar aquilo que for necessário aperfeiçoar para que este modelo possa resultar em benefício de todas as ilhas".

Vasco Cordeiro falava no plenário da Assembleia Legislativa dos Açores, na Horta, num debate sobre transportes aéreos originado pelo PS e durante o qual PCP e CDS-PP condenaram as novas regras das ligações aéreas às ilhas, que entraram em vigor a 29 de março e levaram à liberalização de algumas rotas.

Para estes dois partidos, o novo modelo beneficia apenas uma ilha, São Miguel.

"É um modelo que não serve os açorianos, um modelo a três dimensões, que tem açorianos de primeira, de segunda e de terceira", disse Artur Lima, do CDS-PP.

Para Aníbal Pires, do PCP, "não há memória" nos Açores, nos últimos 40 anos, de uma medida "tão concentracionista" como esta e, além de não servir os interesses de todos os açorianos, também não salvaguarda a SATA e prejudica a companhia aérea regional, que, considerou, não é paga pelo serviço que foi chamada a fazer.

O PPM manifestou apoio ao novo modelo, mas considerou que a sua entrada em funcionamento foi preparada "em cima do joelho" e, por isso, "não está a beneficiar todos por igual", sendo "fundamental que funcione também para as outras ilhas", para além de São Miguel.

Vasco Cordeiro, numa referência a perturbações no serviço da SATA nas ilhas do Faial e Pico, nos primeiros dias das novas regras, insistiu em que esta é uma "fase em que há situações que necessitam de melhorias" e que o Governo Regional é o primeiro a reconhecê-lo.

"O modelo não funcionou desde o primeiro dia na perfeição (...). É isso que me preocupa (...). Há fatores que podendo ser controlados, devem ser controlados, para melhorar o serviço que a companhia presta e é nisso que estamos empenhados", afirmou, dizendo acreditar que "com o esforço de todos", será possível introduzir as melhorias necessárias.

O presidente do executivo açoriano sublinhou que, contudo, este é o modelo de transporte aéreo "que melhor serve os Açores" e que foi esse "o critério" seguido na negociação feita com o Governo nacional e que levou a região a aceitar as novas regras.

Quanto à SATA, voltou a dizer que o executivo regional está "ao lado" da companhia aérea, de que é o único acionista, para "dentro deste modelo", ajudar a empresa a vencer os novos desafios.

"Este é um tempo de mudança" e de "novos desafios" para muitos protagonistas e entidades nos Açores, sejam do setor público, sejam do privado, afirmou, dizendo que os benefícios das novas ligações aéreas na economia regional serão visíveis a médio e longo prazo.

Foi justamente em relação á SATA que o PSD manifestou preocupações neste debate, com o deputado social-democrata Jorge Macedo a lembrar que a companhia aérea tem um passivo de 179 milhões de euros e vive uma situação de "sufoco" num momento em que começou a ter de operar num regime concorrencial.

Este debate foi originado por uma declaração política do deputado Rogério Veiros, do PS, que considerou que as novas regras dos transportes aéreos nos Açores são um desafio "para todos" na região e vão marcar "uma nova etapa" no desenvolvimento da silhas.


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