Vasco Cordeiro quer potenciar a via do conhecimento em termos económicos

Vasco Cordeiro quer potenciar a via do conhecimento em termos económicos

 

LUSA/AO online   Regional   8 de Set de 2015, 19:54

O presidente do executivo dos Açores disse hoje que pretende que a via do conhecimento e da investigação existente na região seja capaz de gerar crescimento económico e consequente criação de postos de trabalho

"Pretende-se valorizar não apenas esse conhecimento, mas sobretudo criar as condições para que este e a investigação possam constituir um fator que ajude a criar emprego e riqueza na nossa região”, disse Vasco Cordeiro no final de uma visita à estação científica “Atmospheric Radiation Measurement”, na ilha Graciosa.

O líder do Governo Regional, de visita oficial à Graciosa, recordou que para além das estações científicas existentes em ilhas como o Pico, São Miguel e Santa Maria, ainda recentemente teve a oportunidade de inaugurar o Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel (NONAGON), que possui um espaço de incubação de empresas ligadas ao conhecimento e investigação.

A decorrer está entretanto o processo do Parque Tecnológico da Ilha Terceira, ligado mais às áreas da biotecnologia, segundo Vasco Cordeiro, que frisou que a região tem um “potencial imenso” na área do conhecimento ligado às questões do mar, da investigação climática e atmosférica, entre outros domínios.

O presidente do executivo açoriano considerou, desta forma, que o potencial que resulta para os Açores de estações científicas existentes no arquipélago, como a “Atmospheric Radiation Measurement”, localizada na ilha Graciosa, passa assim não só pela valorização estratégica das áreas do conhecimento.

Além de apresentar condições para sediar este tipo de equipamento, Vasco Cordeiro considerou a estação da Graciosa um “elemento valorizador da Universidade dos Açores, da formação, do conhecimento e da investigação que se faz na região”.

Vasco Cordeiro afirmou que o Governo dos Açores apoia o projeto localizado na ilha Graciosa pela relevância que este traz, tendo aproveitado para explicar que as iniciativas de instituições americanas na região, e não de outras zonas geográficas, “tem muito a ver com as dinâmicas que no âmbito da investigação que se geram”.

O chefe do executivo açoriano deixou claro que não há nenhuma orientação nesse domínio que prive projetos de outras áreas do globo, uma vez que o Governo dos Açores está interessado sim no conhecimento e progresso da região.

O responsável pelo executivo açoriano teve a oportunidade, no âmbito da sua visita oficial à Graciosa, de assistir naquela estação científica ao lançamento de um balão meteorológico que vai recolher dados sobre a formação de nuvens no Atlântico Norte.

Trata-se de uma estação com dois anos de existência e com mais seis anos de vida útil, muito embora esta possa ser estendida, em função da relevância dos dados que se recolher, como referiu Brito de Azevedo, da Universidade dos Açores, também ligado ao projeto.

Os dados que são recolhidos pela estação “Atmospheric Radiation Measurement” sobre a formação das nuvens, um processo considerado pelo professor universitário e cientista como pouco conhecido à escala global, ficam posteriormente disponíveis para toda a comunidade científica internacional.

O dados do centro “Atmospheric Radiation Measurement”, que integra um consórcio de laboratórios apoiado pelo Departamento de Energia dos EUA, depois de recolhidos na ilha Graciosa, são enviados para a América para validação.


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