Vasco Cordeiro quer política marítima nas prioridades da nova Comissão Europeia

Vasco Cordeiro quer política marítima nas prioridades da nova Comissão Europeia

 

Lusa/AO online   Regional   26 de Set de 2014, 17:15

O presidente do Governo dos Açores e da Conferência das Regiões Periféricas e Marítimas da Europa, Vasco Cordeiro, defendeu que a Política Marítima Integrada deve estar entre as prioridades da nova Comissão Europeia, sublinhando o potencial do "crescimento azul".

 

Vasco Cordeiro falava perante a assembleia-geral da Conferência das Regiões Periféricas e Marítimas da Europa (CRPM), que decorre na Suécia, depois de, na quinta-feira, ter sido eleito presidente deste organismo.

O governante açoriano disse que entre os primeiros "desafios" da liderança da CRPM está assegurar que a Política Marítima Integrada será umas das “prioridades do novo colégio de comissários", liderado por Jean Claude Juncker.

A “Comissão Juncker” deve suceder à "Comissão Barroso" a 01 de novembro.

"A CRPM deve também continuar o seu trabalho para fortalecer o relacionamento com o Conselho [Europeu], em especial através da monitorização e criação de uma configuração específica do Conselho para a política de coesão, mas também com o Comité das Regiões", acrescentou.

Para Vasco Cordeiro, "a CRPM deverá usar a sua rede de regiões-membro, assim como o seu conhecimento e experiência para demonstrar, a um nível europeu mais amplo, as possibilidades do chamado 'crescimento azul' e o potencial de desenvolvimento das atividades relacionadas com o mar".

"O território marítimo das regiões-membro da CRPM tem um enorme potencial de crescimento e desenvolvimento que pode beneficiar a Europa, proporcionando vantagens únicas que resultam da natureza marítima e periférica das nossas regiões, da sua diversidade e relevância política e institucional. Por conseguinte, o 'crescimento azul' representa uma nova fase no que concerne à implementação da Política Marítima Integrada e será uma prioridade para a CRPM", sublinhou.

A CRPM, fundada em 1973, integra cerca de 150 regiões de 28 estados europeus, funcionando como um grupo de lóbi junto das instâncias nacionais e comunitárias.


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