Vasco Cordeiro quer combater a abstenção pela via da autonomia dos Açores

Vasco Cordeiro quer combater a abstenção pela via da autonomia dos Açores

 

LUSA/AO Online   Regional   24 de Jan de 2016, 14:02

O presidente do Governo dos Açores manifestou hoje a necessidade de encontrar no regime autonómico ferramentas que contribuam para reduzir o elevado nível de abstenção da região, tendo apelado ao voto nas eleições presidenciais.

“A nossa autonomia, desse ponto de vista, tem uma palavra a dizer na construção das condições para que possamos ter uma democracia mais viva, onde a participação na escolha quer de cargos executivos, legislativos ou do Presidente da República seja importante”, disse Vasco Cordeiro. O responsável pelo executivo açoriano, que votou esta manhã na freguesia de São Pedro, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, referiu, em declarações aos jornalistas, que “nunca é demais” reforçar a necessidade dos cidadãos exercerem o seu direito e dever de votar. “Esta é uma conquista importante, um direito, mas também um dever que tem consequências não só neste dia. São escolhas que nos seguem durante quatro ou cinco anos, como é o caso. Mas é muito importante fazer este apelo, que também deixo aqui, das açorianas e dos açorianos exercerem o seu direito de voto, de escolher o próximo Presidente da República”, declarou Vasco Cordeiro. O governante lembrou que o histórico refere que a abstenção nas eleições presidenciais é “bastante elevada”, mas este não é um problema exclusivo destas, sendo transversal a todos os atos eleitorais, e “tem que ser resolvido” com base nos mecanismos que a autonomia dos Açores tem. O líder do Governo Regional afirma que as causas das elevadas abstenções registadas podem ser de diversa ordem, havendo situações que são comuns a todo o país, onde os níveis atingidos também não são algo que “permita descansar”. Vasco Cordeiro considera que poderá haver especificidades dos Açores nesta matéria resultantes da inscrição de cidadãos que não residem na região, bem como emigrantes açorianos, muito embora este não seja o “cerne da questão”. Questionado sobre a possibilidade de instituir o voto obrigatório, Vasco Cordeiro sustentou que “todas as abordagens são possíveis, sendo algumas das quais muito interessantes quer do ponto de vista da sua conceção ou da análise comparada noutros países onde já existem”. Vasco Cordeiro considera que há um trabalho político a desenvolver no sentido de combater a abstenção nos Açores, lembrando que já existem forças políticas com propostas nesta área, de forma a que se tenha uma autonomia que não só assegure melhores condições de desenvolvimento material, mas seja também um fator de fortalecimento da democracia.

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