Vasco Cordeiro quer apurar "eventuais bloqueios" no transporte aéreo para a Graciosa

Vasco Cordeiro quer apurar "eventuais bloqueios" no transporte aéreo para a Graciosa

 

Lusa/AO Online   Regional   8 de Set de 2015, 07:54

O chefe do governo açoriano afirmou na segunda-feira que vai desenvolver esforços para apurar "eventuais pontos de bloqueio" no transporte aéreo de e para a Graciosa, que se queixa de quebras em termos turísticos.

 

“No caso dos transportes aéreos, julgo que o que resulta deste Conselho de Ilha (e este é um trabalho que o Governo Regional também vai desenvolver) é a necessidade de nós averiguarmos eventuais pontos de bloqueio que existam”, declarou Vasco Cordeiro aos jornalistas.

O presidente do Governo dos Açores, que presidiu na segunda-feira à reunião do Conselho de Ilha da Graciosa, parcela onde o executivo se encontra em visita oficial, considerou, contudo, que a informação que lhe chegou quanto à capacidade que ainda está disponível em viagens de e para aquela ilha “não corresponde” às dificuldades apontadas por grupos e graciosenses.

Vasco Cordeiro foi hoje confrontado com uma proposta do presidente do Conselho de Ilha da Graciosa, que defende a realização de um estudo que identifique a quebra dos números do turismo, que considera estar a ser um motor económico nas outras ilhas.

“É necessário, de forma mais minuciosa, averiguarmos estas questões. Aliás, este é trabalho que já estava em curso e que a reunião do Conselho de Ilha permitiu confirmar a sua atualidade, a necessidade desse trabalho ser desenvolvido”, declarou o presidente do Governo Regional.

No que concerne ao transporte marítimo, outra questão que consta do memorando do Conselho de Ilha apresentado ao Governo dos Açores, Vasco Cordeiro lembrou que se trata de um operador privado, mas foi já agendada uma reunião entre o titular da pasta dos transportes do seu executivo e o responsável pelos lavradores da ilha.

Vasco Cordeiro voltou a assumir, por outro lado, em relação à Academia Musical da Ilha Graciosa, a sua disponibilidade de apoiar a mesma nos mesmos termos que outras instituições do ensino particular, cooperativo e solidário, uma vez resolvido o processo relativo ao paralelismo pedagógico, que considerou ter sido alvo de “algumas diferenças de entendimento”.

Carlos Brum, que preside ao Conselho de Ilha da Graciosa, ficou satisfeito com a posição do presidente do Governo quando afirmou que “era preciso perceber o motivo dos números” do turismo e da disponibilidade de lugares no transporte aéreo.

“Isto era algo que era tido como uma reivindicação deste Conselho de Ilha. Penso que a resposta do presidente do Governo não foi política, mas vem um pouco no sentido de resolver aquilo que a Graciosa está a viver e que tem sido constrangedor, uma vez que os números do turismo também tem a ver com a falta de disponibilidade de lugares da SATA”, declarou o responsável do organismo de ilha.

Carlos Brum considerou que mais importante do que a realização do estudo reivindicado pelo Conselho de ilha é “partir para a ação, ter a consciência que as coisas não estão bem e que é preciso fazer algo”.

O presidente do Conselho de Ilha, sobre o impasse que se vive na Academia Musical da Ilha Graciosa, considerou que “é preciso ter a coragem para se saber o que se quer fazer”, tendo-se congratulado com a postura de Vasco Cordeiro quando defendeu a realização de uma reunião entre o executivo, edilidade de Santa Cruz e a própria instituição cultural.


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