Vasco Cordeiro pede reforço da atuação política em defesa das Lajes

Vasco Cordeiro pede reforço da atuação política em defesa das Lajes

 

Lusa/AO online   Regional   28 de Out de 2014, 17:16

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, considerou que vai ser necessário um reforço da atuação política em defesa da manutenção da presença militar norte-americana na Base Aérea das Lajes.

 

"Está em fase de conclusão um relatório da parte do Departamento de Defesa [dos Estados Unidos da América] que faz a reanálise das bases americanas na Europa, e julgo que depois haverá a necessidade imperiosa de reforçar a atuação política quanto ao desfecho final desse relatório", declarou Vasco Cordeiro aos jornalistas, antes de se deslocar à Base das Lajes com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que se encontra em visita oficial aos Açores.

Por sua vez, o primeiro-ministro falou apenas de possíveis formas de atenuar a redução da presença norte-americana nas Lajes, como a utilização dessa base "no quadro NATO ou num quadro mais alargado" e medidas "de apoio social e de qualificações que resolvam alguns problemas de desemprego", e com a ressalva que não pretende "criar expectativas que depois possam não ser cumpridas".

O primeiro-ministro e o presidente do Governo Regional dos Açores viajaram da ilha do Pico para a ilha Terceira, em avião militar português, para visitar a Base das Lajes, onde os esperava a secretária de Estado da Defesa, Berta Cabral. Na comitiva de Passos Coelho, seguiam também o ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, e o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes.

Instado a fazer um ponto de situação da presença norte-americana nas Lajes, Vasco Cordeiro começou por afirmar que "já se verifica na economia da ilha Terceira o impacto da retirada das famílias que acompanhavam os militares americanos dessa base".

O presidente do Governo Regional dos Açores acrescentou que isso exige a "tomada de medidas imediatas" destinadas a "ajudar a economia da ilha Terceira", mas "sem prejuízo da questão" sobre o nível da presença militar nas Lajes que, no seu entender, "continua em aberto com os Estados Unidos".

Segundo Vasco Cordeiro, o que está em causa "não é um problema militar, mas um problema da relação diplomática entre dois países", que "deve continuar a merecer toda a atenção e todo o cuidado da parte do Estado português".

Pela sua parte, referiu que tem contactado congressistas norte-americanos para tentar que o assunto seja reanalisado.

Vasco Cordeiro mencionou que "quer em 2013 quer em 2014 foi possível suster essa decisão da administração americana".

"Vamos a ver - é essa a questão que o assunto coloca - se essa relação diplomática centenária merece a consideração e o respeito da parte dos Estados Unidos que levem a que exatamente não se chegue a uma situação de pura e simplesmente reduzir a base ignorando o impacto que isso provoca nas famílias e nas empresas da ilha Terceira", concluiu.


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