Vasco Cordeiro lembra "cunho de açorianidade" na obra de Câmara Pereira

Vasco Cordeiro lembra "cunho de açorianidade" na obra de Câmara Pereira

 

Lusa/AO online   Regional   18 de Jan de 2018, 10:28

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, manifestou esta quarta-feira pesar pelo falecimento de José Nuno da Câmara Pereira, definindo o artista como "uma das maiores personalidades açorianas no domínio das Artes Plásticas e da Cultura".

"Alvo de merecido reconhecimento regional, como atesta a Insígnia Autonómica atribuída em 2010, mas também a nível nacional e internacional, José Nuno da Câmara Pereira imprimiu um cunho de Açorianidade na sua obra, seja enquanto criador artístico, seja como dinamizador cultural", salientou Vasco Cordeiro, em mensagem de condolências enviada à família do artista, hoje divulgada pelo Governo Regional.

Na mensagem, o chefe do executivo açoriano diz que esta é uma "enorme perda para a Cultura e para os Açores", e advoga que a "obra que José Nuno da Câmara Pereira deixou constitui um dos mais relevantes legados culturais" da região.

O artista plástico José Nuno Monteiro da Câmara Pereira, natural da ilha de Santa Maria, nos Açores, morreu no domingo, aos 80 anos, em Lisboa, onde residia.

José Nuno da Câmara Pereira, conhecido por José Nuno, dedicou também grande parte da sua vida a atividades de dinamização cultural.

Licenciado em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, o artista expôs individualmente no continente, mas realizou também instalações no estrangeiro, e ainda nos Açores, e participou em diversas exposições coletivas.

Segundo informações disponibilizadas 'online' pelo Instituto Açoreano de Cultura (IAC), em 1987-88, José Nuno da Câmara Pereira frequentou o Center for Advanced Visual Studies do MIT – Massachusetts Institute of Technology, em Cambridge, nos Estados Unidos, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Luso-Americana.

Em 1990/1991, de regresso a Portugal, promoveu a criação do Centro de Arte e Investigação (CAI).

Já em 1994, e tendo-se fixado nos Açores, fundou a Oficina d'Angra - Associação Cultural, que "visava preencher uma lacuna na área da criação e divulgação artística na região".

Além de pintura e escultura, José Nuno da Câmara Pereira também se dedicou ao ensino e participou em projetos de decoração artística de igrejas, também no âmbito do teatro e na música.



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