Vasco Cordeiro esperançado em encontrar "ponto de encontro" para maior tranquilidade na SATA

Vasco Cordeiro esperançado em encontrar "ponto de encontro" para maior tranquilidade na SATA

 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Mai de 2017, 13:09

O presidente do Governo dos Açores disse hoje esperar que seja possível encontrar um "ponto de encontro" para retomar um "clima de maior tranquilidade" na SATA, que enfrenta nova greve na quinta e sexta-feira, rejeitando avanços na componente salarial.

“Esperemos que seja possível encontrar este ponto de encontro entre posições, de forma a podermos retomar um clima de maior tranquilidade e evitando essas questões da greve que, estou certo, que é o objetivo de todos os envolvidos neste processo”, afirmou Vasco Cordeiro em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

O governante falava aos jornalistas após receber, no Palácio de Santana, sede da presidência do Governo Regional, elementos do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil que emitiu um pré-aviso de greve para quinta e sexta-feira, depois de uma paralisação a 01 e 02 de maio.

Vasco Cordeiro afirmou acreditar que “há, efetivamente, a vontade de se poder evitar desfechos menos favoráveis em relação a este processo”, destacando “a clareza e a transparência” que marcaram o encontro quanto a aspetos que neste momento não permitem ir mais além, como é o caso da massa salarial.

“Em toda esta perspetiva de abordagem ao acordo de empresa não é possível avançarmos nessa componente salarial”, frisou o chefe do executivo açoriano.

Já Luciana Passo, do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, disse que aguarda que “este impasse se possa resolver, até com uma insistência do senhor presidente na administração da SATA”, no sentido de haver nova reunião com a transportadora para se estabelecerem “pontes” e “chegar a uma situação de consenso que sirva toda a gente”.

“A única coisa que não serve ninguém é uma greve, greve essa para a qual fomos empurrados, que não queremos, que os associados votaram em assembleia geral e que a direção do sindicato levará para a frente enquanto os associados assim o quiserem”, declarou.

Segundo Luciana Passo, o sindicato gostaria “muito de chegar a bom termo” e de continuar a negociação de um novo acordo de empresa.

“Gostaríamos ainda mais que as condições de trabalho e o acordo de empresa existente fossem integralmente cumpridos tanto pela Sata Internacional, como pela Sata Air Açores”, sublinhou, convicta de que “a partir de agora haverá mais cuidado no seu cumprimento”.

A responsável garantiu que o sindicato está absolutamente disponível para o diálogo e que “haverá uma maneira de contornar esta situação desagradável, especialmente com o auxílio do senhor presidente”.

Questionada sobre a eventualidade de a greve ser desconvocada, Luciana Passo referiu que tal “depende agora da SATA”, sendo que “todas as hipóteses estão em cima da mesa”.

“Depende agora da aproximação que a empresa fizer ao sindicato e aos trabalhadores e não temos muito tempo (…), mas em três dias podem fazer-se milagres”, acrescentou.

Sobre a questão salarial, Luciana Passo sustentou que o que interessa “especialmente” ao sindicato “são as condições de trabalho e o cumprimento” do acordo de empresa, sendo que com o que está em vigor tal não se verifica.

“Depois temos de partir para a negociação de um novo acordo de empresa. Esse acordo estava a ser a negociado, a SATA parou-o, queremos voltar a ele em todas as vertentes, não é apenas a salarial”, declarou, reconhecendo que nesta última “há constrangimentos” decorrentes da Lei do Orçamento do Estado, ressalvando que “nem tudo se reduz a salários”.

A responsável do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil adiantou que são necessários tripulantes de cabine, sobretudo, na Sata Air Açores, que assegura as ligações entre as nove ilhas do arquipélago, assinalando o desgaste destes trabalhadores.

“Criar postos de trabalho na região, nomeadamente para a Sata Açores, é, com certeza, uma prioridade e com certeza bem aceite por todos os açorianos e isto fará toda a diferença no presente e no futuro” da transportadora, acrescentou.


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