Assembleia Regional

Vasco Cordeiro diz que "não se deve sacrificar mais" famílias e empresas açorianas

Vasco Cordeiro diz que "não se deve sacrificar mais" famílias e empresas açorianas

 

Lusa/AO online   Regional   20 de Nov de 2012, 14:25

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, afirmou esta terça-feira que, para ultrapassar a crise, "não se deve sacrificar mais" os açorianos além daquilo que foi já imposto pela República e disse que

Falando na Assembleia Legislativa dos Açores, no arranque do debate sobre o programa do Governo Regional para os próximos quatro anos, Vasco Cordeiro assegurou que o seu executivo vai "proteger os fragilizados", "apoiar os necessitados" e "estimular quem quer crescer e inovar".

"Esta é, na sua essência, o caminho que este governo vai prosseguir: uma verdadeira via açoriana que considera que, para passarmos a atual crise, não se deve sacrificar mais do que já nos é imposto pelo Governo da República as famílias, as pequenas e médias empresas, os funcionários públicos, os trabalhadores, os jovens e os reformados e pensionistas", insistiu o chefe do executivo.

Vasco Cordeiro prometeu, por outro lado, que "não haverá despedimentos na função pública", apesar de a oposição ter lembrado que o memorando de entendimento assinado entre a região e a República contempla uma redução do número de trabalhadores da administração regional.

Embora não tenha feito referência no discurso inicial à Lei de Finanças das Regiões Autónomas – que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, disse esta semana ser necessário rever -, o presidente do governo afirmou que espera que aquela lei mantenha uma "discriminação positiva" em relação aos Açores.

Vasco Cordeiro referiu-se também ao processo de privatizações que pretende levar a cabo no setor público empresarial no arquipélago, que irá, segundo o responsável, deixar de fora as maiores empresas açorianas, como a transportadora aérea SATA ou a elétrica EDA.

O novo chefe do executivo mostrou-se disponível para o diálogo com os seis partidos com assento parlamentar (PS, PSD, CDS, BE, PCP e PPM), mas lembrou que não seria "aceitável" que o programa agora em análise "contradissesse" os objetivos já sufragados por uma larga maioria de açorianos.



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