Vasco Cordeiro diz que eventuais sanções de Bruxelas soam a "vingança"

Vasco Cordeiro diz que eventuais sanções de Bruxelas soam a "vingança"

 

LUSA/AO online   Regional   5 de Jul de 2016, 14:36

O presidente do Governo dos Açores considerou hoje que "soa a vingança" e "provocação" a possibilidade de Portugal ser alvo de sanções por parte da Comissão Europeia devido ao incumprimento do défice

"Se juntarmos a tudo isso esta possibilidade (aplicação de sanções) e, sobretudo, a insistência com que se tem falado neste assunto, soa a vingança e a provocação", declarou Vasco Cordeiro, após uma audiência concedida à direção da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

A Comissão Europeia poderá tomar hoje uma posição, em Estrasburgo, sobre os Procedimentos por Défice Excessivo a Portugal e Espanha, cerca de mês e meio após ter adiado uma decisão sobre eventuais e inéditas sanções aos dois países.

O responsável pelo executivo açoriano, que falava em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, considerou que se trata de vingança porque “o que está em causa é, eventualmente a discordância com um conjunto de medidas que têm sido tomadas, e bem, pelo Governo português”.

“Soa a provocação, porque não é admissível que, de boa-fé, quem diz que não toma medidas em relação a um determinado país (França), porque se trata desse país em concreto, fale em abordar sanções a outros países”, referiu Vasco Cordeiro.

O presidente do Governo Regional recordou as declarações do presidente da Comissão Europeia proferidas em relação a França quando afirmou que este país, “apesar da situação das suas finanças públicas”, não seria alvo de mais medidas porque justamente se tratava daquele Estado.

O chefe do executivo açoriano considerou que Portugal “está a cumprir, pelos vistos até melhor do que inicialmente previsto”, o que consta do Orçamento do Estado para 2016, acentuando que se o documento “teve luz verde” por parte da UE “não são certamente razões que se prendem com o funcionamento” das “finanças públicas que podem estar na base desta intensidade com que se coloca a ameaça de sanções”.

O presidente da CAP, João Machado, considerou que as sanções comunitárias, a materializarem-se, “são indesejáveis”, acrescentando que não há qualquer indício de que os pilares da Política Agrícola Comum sejam alvo das mesmas.

João Machado disse ainda ver o futuro da fileira do leite com “grande preocupação” e afirmou que só uma resposta conjunta dos Estados-membros pode fazer face à crise a que se assiste no mercado.

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