Vasco Cordeiro diz que defender privatizações é reconhecer o mérito do executivo

Vasco Cordeiro diz que defender privatizações é reconhecer o mérito do executivo

 

Lusa/AO Online   Regional   24 de Set de 2015, 15:44

O presidente do Governo Regional dos Açores considerou hoje que o facto de a Câmara do Comércio continuar a defender privatizações no arquipélago "constitui um reconhecimento do mérito do trabalho desenvolvido" pelo executivo nas empresas intervencionadas.

“Acho que é razoável partirmos do pressuposto que se há essas afirmações é porque essas empresas são apetecíveis para o setor privado. Se partirmos desse pressuposto, isso só pode constituir também um reconhecimento do mérito do trabalho que o Governo Regional desenvolveu nessas empresas”, afirmou Vasco Cordeiro, em declarações aos jornalistas.

O chefe do executivo açoriano falava, em Ponta Delgada, após ter recebido numa audiência no Palácio de Santana um grupo de investidores europeus e árabes que tencionam concretizar negócios nos setores do turismo e exportação.

Na terça-feira, a Câmara do Comércio e Indústria dos Açores voltou a defender o avanço de privatizações no arquipélago e considerou que a venda da Sata “não pode ser tabu”, por a transportadora aérea não exercer uma função reguladora.

Em conferência de imprensa o presidente do organismo, Mário Fortuna, sublinhou a necessidade de “reposição do primado da iniciativa privada” - com “uma programação evidente de reprivatização de atividades, quer por via da alienação de capital, quer por via da concessão” - e apontou a gestão dos campos de golfe, a açucareira Sinaga e a conserveira Santa Catarina como exemplos do que deveria estar na posse de privados.

Vasco Cordeiro lembrou que o Governo Regional só entrou no capital social de algumas destas empresas “pela falência da iniciativa privada” e que a saída da região só ocorrerá quando for conveniente.

“Convém não esquecer que nós atravessamos uma fase em que não [temos], como aconteceu no país, a necessidade de alienar património, pois esse património, a ser alienado, será na altura em que for um bom negócio para os Açores”, afirmou Vasco Cordeiro.

O governante recordou que a participação da região em algumas empresas com dificuldades se prendeu com questões relativas à manutenção de postos de trabalho e pelo contributo que essas empresas podem dar ao desenvolvimento da economia regional.

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