Vasco Cordeiro destaca "boa utilização dos fundos comunitários" no arquipélago

Vasco Cordeiro destaca "boa utilização dos fundos comunitários" no arquipélago

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   23 de Mai de 2017, 12:16

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, destacou a "boa utilização dos fundos comunitários" no arquipélago e reiterou que o Plano Juncker não pode substituir a Política de Coesão nas regiões.

 

“Esta visita permite também dar nota, não apenas daquela que é a boa utilização dos fundos comunitários que tem sido feita pela nossa região ao longo do tempo, mas, sobretudo, pelos bons resultados que essa utilização de fundos comunitários tem proporcionado em vários indicadores, nomeadamente o crescimento da riqueza”, afirmou Vasco Cordeiro, no Palácio de Santana, sede da presidência do executivo açoriano, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

O presidente do Governo Regional falava aos jornalistas após reunir com uma delegação da Comissão de Desenvolvimento Regional do Parlamento Europeu, que está nos Açores até quinta-feira para analisar os efeitos da Política de Coesão da União Europeia nas Regiões Ultraperiféricas (RUP).

“O que podemos dizer é que, no caso dos Açores, quer quando houve períodos de crescimento, quer quando houve períodos de recessão, a nossa região tem sempre melhores resultados”, adiantou Vasco Cordeiro.

Considerando esta uma “visita importante” num momento em que a região está já a preparar o pós 2020, Vasco Cordeiro reafirmou “a imprescindibilidade” da Política de Coesão no âmbito do projeto da União Europeia.

“A Política de Coesão não é substituível por instrumentos financeiros, como por exemplo o Plano Juncker”, sendo que aquela tem, “sobretudo em regiões ultraperiféricas, um caráter essencial, uma identidade perfeita, uma simbiose perfeita, com a própria ideia do projeto europeu”.

A Política de Coesão é a principal política de investimento da União Europeia.

Perante o grupo de eurodeputados, Vasco Cordeiro deu conta que a região iniciou o trabalho interno de preparação das opções regionais para o pós 2020, que ganhará ainda este ano “maior visibilidade” com a auscultação de parceiros e sociedade civil para participar na definição de “objetivos e estratégias” para o futuro.

O presidente da delegação da Comissão de Desenvolvimento Regional do Parlamento Europeu, Younous Omarjee, realçou que a deslocação ocorre num “momento importante” para o futuro da política regional e para o futuro das nove RUP que, em março, entregaram ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, um memorando no qual pedem à União Europeia o reforço das medidas destinadas a estes territórios e a criação de novas, assim como a adaptação dos programas às suas especificidades.

Younous Omarjee considerou que este documento constituiu “uma fonte de inspiração” para o trabalho dos eurodeputados e reconheceu que nos Açores os fundos europeus “participaram e participam ainda nos objetivos-chave que foram fixados” na Europa, mas defendeu que há ainda muito por fazer no conjunto das RUP.

O responsável notou que a União Europeia está a passar por uma crise, sendo a saída do Reino Unido um dos elementos desta crise, assinalando que todas as políticas comunitárias estão em causa, incluindo a política regional, e garantiu que a Comissão de Desenvolvimento Regional fará o seu trabalho para que, depois de 2020, haja uma política regional ambiciosa, mas, sobretudo, que os princípios desta sejam mantidos.

Integram as RUP, além dos Açores e da Madeira, a comunidade autónoma espanhola Canárias, e os territórios franceses Guiana, Guadalupe, Martinica, Maiote, Reunião e Saint-Martin.

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