Vasco Cordeiro "apreensivo" com medidas da República

Vasco Cordeiro  "apreensivo" com medidas da República

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   3 de Out de 2012, 14:27

O candidato socialista à presidência do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, afirmou esta quarta-feira estar "expectante" e "apreensivo" com o ministro das Finanças vai anunciar esta tarde, reafirmando que o Governo da República está a "afundar o país".

"Estamos a assistir a um governo que não ouviu o país, sobretudo naquilo que as manifestações disseram, que é preciso um caminho de mais apoio às famílias e às empresas", afirmou Vasco Cordeiro, em declarações aos jornalistas em Água de Pau, no concelho da Lagoa, em S. Miguel.

Vasco Cordeiro, que falava durante uma ação de campanha nesta freguesia, frisou que "o Governo da República do PSD que não percebe que não é este o caminho, que este caminho está a afundar o país".

Por essa razão, considerou "ainda mais necessário continuar a ter nos Açores um governo que apoia as famílias e as empresas e que não traga mais austeridade para além da que já vem da República".

"Os Açores têm um grande ativo, que é a boa gestão das finanças públicas, é isso que permite que apoie as famílias e as empresas", frisou, acrescentando, no entanto, que a boa gestão das finanças públicas "não pode existir como um valor em si".

"Esta é uma das grandes diferenças que nos distingue do país. O país acha que o objetivo último é ter finanças públicas equilibradas, nós queremos ter finanças públicas equilibradas para ajudar as famílias e as empresas", salientou.

Vasco Cordeiro considerou ainda que a austeridade imposta pelo Governo da República não terá influência decisiva nos resultados das eleições regionais de 14 de outubro, defendendo que "a apreciação que as pessoas fazem tem a ver com os projetos em análise".

Apesar disso, admitiu que "a questão a que os açorianos vão responder a 14 de outubro é saber se querem nos Açores um governo desse mesmo partido do que sustenta o Governo da República, que, para além da austeridade da República, traga mais austeridade para os Açores".

Nas declarações que prestou aos jornalistas, Vasco Cordeiro rejeitou ainda as acusações feitas pela sua adversária social-democrata, Berta Cabral, para quem os socialistas são os responsáveis pela atual taxa de desemprego elevada nos Açores.

"Não podemos ignorar a situação de crise nacional e internacional. A questão não está na situação (do desemprego), mas em saber quais as medidas que temos para resolver os desafios com que estamos confrontados", afirmou, recordando que tem apresentado "propostas concretas, como a agenda açoriana para a criação de emprego".


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