Vasco Cordeiro admite reforçar incentivos para a fixação de médicos

Vasco Cordeiro admite reforçar incentivos para a fixação de médicos

 

Lusa/AO Online   Regional   10 de Fev de 2017, 06:55

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, admitiu a necessidade de reforçar o sistema de incentivos à fixação de médicos, para combater as listas de espera no arquipélago.

 

Em entrevista à RTP/Açores, realizada a 06 de fevereiro e hoje emitida, a propósito dos primeiros cem dias de governação, na sequência da vitória do PS nas eleições legislativas regionais de 16 de outubro, Vasco Cordeiro reconheceu que é preciso atrair mais médicos para a região.

“Aquilo que teremos é de alterar esse sistema de incentivos, no sentido de garantir esse objetivo final”, explicou o chefe do executivo, esclarecendo que, atualmente, existem perto de quatro dezenas de médicos em formação nos Açores, que estarão aptos a exercer a partir de 2019/2020.

No seu entender, o ideal seria que esses médicos em formação “ficassem cá [nos Açores], a prestar serviço”, cenário que permitiria resolver o problema da “carência de médicos” no arquipélago.

Na entrevista ao canal público de televisão regional, Vasco Cordeiro abordou ainda a situação económica do arquipélago.

“A economia açoriana está a criar emprego, num trajeto de retoma que temos vivido a outros níveis”, realçou o presidente do executivo açoriano, admitindo, no entanto, não estar satisfeito com uma “taxa de desemprego de 10,7%”.

Confrontado com a existência de um número elevado de açorianos em programas ocupacionais, Vasco Cordeiro disse que “há uma confusão” entre programas ocupacionais e programas de fomento de emprego.

“Ao longo da última legislatura, o que tem acontecido é uma diminuição do número de ocupados em programas ocupacionais, um aumento da população ativa e um aumento do número de desempregados”, sustentou, salientando que a diferença é que hoje existem mais nove mil açorianos empregados do que “no pico da crise económica, em 2014”.

Apesar do crescimento económico que se verifica na região, Vasco Cordeiro evitou divulgar como é que a maioria socialista na Assembleia Legislativa dos Açores irá votar a proposta apresentada pelo PSD de baixar a taxa do IVA na região de 18% para 16%.

“As finanças públicas, segundo a perspetiva desse partido, estão uma calamidade. Então se estão uma calamidade eles vão cortar nas receitas da região?” questionou o presidente do Governo Regional, que continuou: “Ou as finanças públicas não estão uma calamidade e então há espaço para apresentar essa proposta”.

Quanto às pescas e agricultura, Vasco Cordeiro considerou que a crise nestes dois setores resultam de situações conjunturais, e, no âmbito da educação, realçou os resultados em diversos indicadores.

Já sobre a construção de uma incineradora na ilha de São Miguel, projeto da associação de municípios que tem gerado contestação, o presidente do Governo dos Açores insistiu que essa é uma matéria da competência das autarquias locais.

“Quem tem essa competência, quem tem essa responsabilidade para decidir, são os municípios. Naturalmente que cada um é livre de dizer ‘a minha opinião é neste sentido ou noutro sentido’, mas nós não podemos é ignorar aquele que é o quadro, as competências e as responsabilidades de cada uma das entidades envolvidas nesse aspeto”, frisou o governante.

Vasco Cordeiro tomou posse para um segundo mandato a 04 de novembro, na sequência da vitória alcançada pelo PS nas eleições regionais que os socialistas venceram com maioria absoluta, elegendo 30 dos 57 deputados no parlamento açoriano.

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