Vasco Cordeiro acusa PSD de querer acabar com impostos mais baixos

 Vasco Cordeiro acusa PSD de querer acabar com impostos mais baixos

 

Lusa/AO Online   Economia   11 de Out de 2012, 07:45

O candidato socialista à presidência do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, assumiu esta noite a defesa do protocolo assinado com o executivo nacional, acusando o PSD de querer acabar com impostos mais baixos e combustíveis mais baratos na região.

“O PSD/Açores quer rasgar o protocolo e hoje soubemos que o PSD de Lisboa também acha bem. Caiu a máscara a esta proposta do PSD/Açores”, afirmou Vasco Cordeiro, num comício no Teatro Ribeiragrandense, na Ribeira Grande, em S. Miguel.

Para Vasco Cordeiro, “quando se sabe do falhanço das políticas do Governo da República para cumprir as metas do défice, querer rasgar o protocolo só pode querer dizer que se abre a porta a deixar de haver impostos e combustíveis mais baixos nos Açores”.

“Temos que assumir a defesa desse protocolo”, frisou, referindo-se ao acordo que o Governo dos Açores assinou recentemente com o Governo da República para ter acesso a um empréstimo estatal de 130 milhões de euros.

Num comício que não conseguiu encher a principal sala de espetáculos da Ribeira Grande, Vasco Cordeiro reafirmou a criação de emprego como um dos seus principais objetivos, caso vença as eleições regionais de domingo, dedicando especial atenção ao setor da construção civil.

“Vamos agarrar de frente o desafio e ajudar o setor a ultrapassar este momento difícil”, afirmou, propondo três “medidas essenciais” para atingir esse objetivo.

O correto dimensionamento das empresas do setor, o fomento de parcerias entre as empresas de construção civil e uma “aposta reforçada” na reabilitação urbana foram as três medidas avançadas pelo candidato socialista, defendendo que “não se pode continuar a ocupar terrenos férteis e, ao mesmo tempo, ter os centros das freguesias, vilas e cidades com mais habitação degradada e abandonada”.

“Para habitação social e equipamentos coletivos, o Governo dos Açores deve privilegiar a reabilitação da malha urbana existente”, defendeu, lançando um “convite” aos municípios da região para que “se juntem ao governo e ajudem a vencer este desafio”.

Vasco Cordeiro voltou a defender a necessidade de os socialistas irem “todos votar” no domingo, pedindo um “grande esforço de mobilização” para combater a ideia de que o PS tem a vitória garantida e não é necessário ir votar.

Um apelo ao voto fez também Catarina Furtado, candidata a deputada regional pelo círculo de S. Miguel e natural da Ribeira Grande, para quem apenas o voto no PS permitirá que os Açores “continuem a marcar a diferença para melhor”.

A candidata destacou a importância dos investimentos que os executivos socialistas realizaram no concelho nos últimos anos, que permitiram transformar a Ribeira Grande “no segundo maior concelho dos Açores em termos económicos”.

No discurso que abriu o comício, Catarina Furtado criticou ainda a candidata social-democrata à presidência do Governo dos Açores, Berta Cabral, por “ora louvar o primeiro-ministro, ora o negar três vezes”



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