Varoufakis diz que quer substituir a discórdia com custos pelo consenso efetivo

Varoufakis diz que quer substituir a discórdia com custos pelo consenso efetivo

 

Lusa/AO online   Economia   18 de Jun de 2015, 18:03

O ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, disse que irá apresentar as ideias do Governo grego na reunião do Eurogrupo e que espera conseguir substituir a "discórdia" com custos pelo "consenso efetivo".

 

"Mario Draghi [o presidente do Banco Central Europeu] disse uma vez que para o euro funcionar em qualquer lado, tem de funcionar em todo o lado. Nós pensamos que ele acertou em cheio e hoje vamos apresentar as ideias do Governo grego em linha com isso", disse Varoufakis à chegada à reunião dos ministros das Finanças da zona euro, no Luxemburgo.

Numa curta declaração aos jornalistas, o governante grego afirmou ainda que o objetivo hoje é "substituir a discórdia que traz prejuízo pelo consenso efetivo" e entrou no edifício onde decorre a reunião evitando outras perguntas, sobretudo sobre se traz novas propostas para a mesa de negociações.

Por seu lado, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, tinha dito à chegada ao encontro que há que esperar para ver se Varoufakis traz alguma novidade hoje, mas afirmou não estar com "muita esperança".

A menos de duas semanas de expirar o programa de assistência financeira a Atenas e da data limite para a Grécia pagar 1,6 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional - ambas a 30 de junho -, os ministros das Finanças da zona euro reúnem-se hoje no Luxemburgo, mas sem sequer qualquer esboço de compromisso e com as negociações ao nível técnico suspensas face às diferenças entre o Executivo liderado por Alexis Tsipras e os credores.

As reformas que mais afastam Atenas e credores têm que ver com cortes nas pensões, sobretudo nos complementos das reformas mais baixas, e subidas no IVA (imposto sobre o consumo, especialmente nos medicamentos e eletricidade). No excedente orçamental primário (diferença entre as receitas e despesas das contas públicas, excluindo os juros) há um entendimento no valor a alcançar, mas é preciso concordar nas medidas para lá chegar.

O Governo grego quer ainda uma estratégia para lidar com a elevada dívida do país, o que poderia ser feito através de uma nova reestruturação da dívida, que na Europa parece ser tema 'tabu'.

Sem acordo, a Grécia - com os cofres públicos praticamente sem dinheiro - fica à beira do incumprimento ('default') e mesmo de uma saída da zona euro (o famoso 'Grexit').

Portugal está representado neste Eurogrupo pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque.


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