Vários países mostraram interesse no centro de segurança atlântica

Vários países mostraram interesse no centro de segurança atlântica

 

Lusa/AO online   Regional   26 de Out de 2017, 14:53

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, disse que vários países já manifestaram interesse de princípio no centro de segurança atlântica na base das Lajes, Açores, cuja criação Portugal propôs aos Estados Unidos da América em setembro.


Questionado sobre o ponto de situação deste projeto, na Praia da Vitória, na ilha Terceira, onde está sediada a base das Lajes, após assistir a um exercício militar, Azeredo Lopes explicou que, "neste último mês e verificado o claro apoio dos Estados Unidos", o que o Governo considera "muito importante, embora não decisivo para o lançamento de um centro de segurança atlântica", está a ser finalizado o modelo.

O ministro precisou que está a ser definido "o objeto mais interessante possível para este centro de segurança atlântica", dado que estando definido à partida que ele ou será nas Lajes ou não será, "do que se trata agora é de o projetar" para um patamar superior.

"E o nosso objetivo é apresentá-lo para poder vir a ser o primeiro centro de excelência NATO em Portugal", declarou Azeredo Lopes, frisando que para o Governo trata-se de "estabelecer uma fasquia alta, reforçar a dimensão transatlântica da segurança em que Portugal sempre foi um aliado confiável e seguro, não só dos Estados Unidos, como da organização NATO, e a partir daí atrair o maior número possível de países para" para ali se estabelecerem.

Segundo Azeredo Lopes, "isto significa países do universo NATO", notando que "vários já foram sondados e vários manifestaram já interesse em princípio por esta iniciativa".

"Mas a verdade é que muito mais do que criar por criar um centro de segurança atlântica, o objetivo do Governo é criar algo que seja relevante em termos NATO e relevante em termos de contributo nacional e internacionalizado para a segurança", adiantou.

O ministro acrescentou que esta matéria vai estar "seguramente" na próxima reunião da comissão bilateral permanente Portugal-Estados Unidos da América, em dezembro.

Para o ministro, este é um projeto que tem que "envolver sempre o Governo Regional", mas com ele o executivo nacional não pretende "compensar" qualquer falha que "exista neste momento a propósito, por exemplo, do dossiê Lajes".

Em setembro, Azeredo Lopes propôs ao secretário da Defesa norte-americano, James Mattis, a criação de um centro de segurança atlântica na base das Lajes.

"Portugal considera que chegou a altura de apresentar novas ideias para valorizar aquele que é, de facto, um enorme ativo para a segurança atlântica. A ideia principal, o projeto mais ambicioso, é a constituição de um centro de segurança atlântica nos Açores, que vá muito à frente do academismo, e que represente a valorização de uma das principais capacidades de Portugal", justificou na ocasião Azeredo Lopes.

O ministro da Defesa referiu então que o centro pode inaugurar um novo capítulo para a base das Lajes e que o objetivo do Governo "é dinamizar, através de projetos novos, aquilo que pode ser o futuro do contributo das Lajes, e de Portugal, para a paz, segurança e defesa".

No mesmo mês, o presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, afirmou que a criação do centro de segurança atlântica é uma proposta "lógica e perfeitamente concretizável".

"Acho que é uma proposta lógica e perfeitamente concretizável. Vem no sentido da valorização da ilha Terceira e da valorização da importância estratégica dos Açores, é uma das vias de concretizar e de dar sentido prático a essa importância", sublinhou então Vasco Cordeiro.



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