Várias escolas nos Açores a funcionar a "meio gás" por greve de não docentes

Várias escolas nos Açores a funcionar a "meio gás" por greve de não docentes

 

Lusa/AO online   Regional   4 de Mai de 2018, 11:10

Várias escolas nos Açores estão a funcionar "a meio gás", havendo ainda outros estabelecimentos de ensino encerrados devido à greve dos funcionários não docentes, adiantou fonte sindical.

"Há muitas escolas que estão a funcionar a ‘meio gás’. A greve vai afetar no geral muitas escolas nos Açores e, ao longo do dia, muitas podem encerrar", afirmou à agência Lusa João Decq Mota, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA).

De acordo com o dirigente sindical, as duas escolas primárias da Fajã de Cima e de Baixo, no concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, estão encerradas esta manhã.

O edifício sede da Escola Básica e Integrada, na ilha do Faial, está com 50% de pessoal não docente em greve, e as primárias à volta da ilha estão encerradas, assim como a Secundaria da Horta, devido à falta de pessoal.

“Sendo esta greve convocada por várias estruturas sindicais, abrange um maior número de trabalhadores e é expectável ter uma grande adesão nos Açores e continente”, sublinhou.

João Decq Mota sublinhou que as razões da paralisação são mais do que justas, acrescentando que em causa está a reposição das carreiras especiais, a valorização salarial, a integração de todos trabalhadores precários e o fim do recurso ilegal ao emprego precário para funções de caráter permanente e dotar os mapas de pessoal com postos de trabalho efetivamente necessários e uma nova portaria de rácios.

Numa ronda efetuada esta manha pela agência Lusa no centro de Ponta Delgada foi possível constatar que as duas principais escolas secundárias estão de portas abertas, mas segundo João Decq Mota, estão as funcionar com pessoal dos programas de ocupação temporária do Governo açoriano.

Os trabalhadores não docentes estão hoje em greve para exigir a integração dos vínculos precários, uma carreira específica e meios suficientes assegurar para o bom funcionamento das escolas.

A greve é convocada por estruturas sindicais afetas às duas centrais sindicais, CGTP e UGT, no dia em que o calendário escolar tem marcada uma prova de aferição de Educação Física para os alunos do 2.º ano de escolaridade.



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