Valónia recusa "ceder sob pressão" ao acordo de comércio livre UE-Canadá

Valónia recusa "ceder sob pressão" ao acordo de comércio livre UE-Canadá

 

Lusa/AO online   Economia   25 de Out de 2016, 18:29

O chefe do governo da Valónia, Paul Magnette, afirmou que ninguém poderá forçar o seu parlamento "a ceder sob pressão" ao acordo de comércio livre entre a UE e o Canadá (CETA), cuja assinatura permanece bloqueada.

 

“Não nos podem forçar a ceder sob pressão”, declarou Magnette, ao ameaçar “terminar as negociações” à chegada a uma reunião entre entidades federais (francófona, flamenga e germanófona, e o governo federal) em Bruxelas, convocada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Didier Reynders, e quando a assinatura do acordo prevista para quinta-feira permanece bloqueada por ausência de unanimidade no país.

Magnette já preveniu que em caso de novo ultimato, interromperá as negociações.

Nos últimos dias agravou-se o contencioso entre o governo valão, que se tornou de facto o principal opositor ao CETA, a Bélgica, cujo Governo cenral é favorável ao acordo, e a União Europeia (UE), que esperava assinar o acordo na quinta-feira no decurso de uma cimeira com o Canadá, na presença do primeiro-ministro Justin Trudeau.

A Bélgica é o único dos 28 Estados-membros a não fornecer o seu acordo devido à recusa da Valónia, da região Bruxelas-capital e da comunidade linguística francesa, que recusam fornecer a sua autorização, necessária segundo a organização constitucional do reino.

As discussões para tentar desbloquear a situação prosseguem, enquanto o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e Justin Trudeau, consideram "ainda possível” a realização da cimeira de assinatura prevista para quinta-feira.

“Vamos ver como responder às preocupações de cada um”, declarou por sua vez o ministro belga Didier Reynders.

Após um esforço das autoridades da Valónia e da Comissão Europeia, foram preparados “textos consolidados”, precisou o chefe da diplomacia de Bruxelas.

“Estamos efetivamente no último elemento de discussão, espero que exista uma saída. Mas como sabem, é a última vírgula, a última palavra, que será provavelmente o mais importante”, observou ainda, assinalando esperar “por uma conclusão”.

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