Utentes podem aceder a dados clínicos através de aplicação móvel

Utentes podem aceder a dados clínicos através de aplicação móvel

 

LUSA/AO online   Regional   4 de Ago de 2016, 18:21

Os utentes do Serviço Regional de Saúde dos Açores vão poder descarregar, a partir de hoje, uma aplicação para telemóveis que lhes permitirá aceder a informação clínica e entrar em contacto com o médico de família

"Temos aqui algo que será revolucionário na forma de comunicação entre utente e unidade de saúde", salientou, em declarações aos jornalistas, o secretário regional da Saúde, Luís Cabral, na apresentação da aplicação, em Angra do Heroísmo.

A aplicação gratuita +SRS permite que o utente tenha acesso a informação clínica, como a terapêutica que faz, as suas patologias e alergias, os resultados das suas análises e as suas biometrias, o que facilitará a transmissão de dados numa situação de atendimento por um médico que não esteja a par do seu histórico clínico.

Por outro lado, a ferramenta vai alertar o utente para o horário de toma dos medicamentos e para a data das consultas agendadas, podendo o médico confirmar se o utente está a fazer a medicação de forma correta, se ele atualizar esses dados no telemóvel.

Por fim, a aplicação vai possibilitar que o utente entre em contacto com o médico de família, através de uma mensagem escrita.

A comunicação integra automaticamente o processo clínico do utente.

Os utentes sem médico de família não poderão utilizar esta modalidade da aplicação, mas, segundo Luís Cabral, esse entrave deverá estar resolvido dentro de dois anos.

"É previsível, de acordo com o número de internos que temos em formação na região, que no espaço de dois anos exista já uma cobertura total de médicos de família na região", frisou.

Há atualmente médicos de família com 1.900 utentes atribuídos, no entanto, o secretário regional da Saúde assegurou que terão tempo para responder às questões colocadas pelos utentes na aplicação +SRS.

"Aquilo que está previsto para a carreira de Medicina Geral e Familiar é que existam dentro do horário de cada médico pelo menos até quatro horas de atendimento não assistencial, ou seja, os médicos têm especificamente no seu horário um tempo dedicado para tratarem de alguns processos burocrático sem terem doentes à sua frente e que, neste caso, poderá ser utilizado para responder às questões colocadas", salientou.

A curto prazo, a aplicação terá novas funcionalidades, como o agendamento de consultas, o pagamento de taxas moderadoras, o pedido de reembolsos, a monitorização dos sinais vitais, a introdução de dados pelo utente e a renovação do receituário.

Um doente crónico poderá, por exemplo, ser informado pela aplicação de que a sua medicação está prestes a terminar e ter acesso a uma nova prescrição médica, sem se deslocar à unidade de saúde.

"Pensando na realidade da receita sem papel, que está prevista para o último trimestre do ano, nos Açores, isto é extraordinário porque o doente com um clique pede a sua receita, o médico com um clique renova a receita e o doente, sem nunca ter ido à unidade de saúde, pediu a receita, recebeu-a e vai diretamente à farmácia", salientou João Miguel Domingos, da empresa MedicineOne, que criou a aplicação.

Por uma questão de segurança, depois de se registarem na aplicação, os utentes têm de se deslocar aos centros de saúde para ser feito um reconhecimento presencial, antes de terem acesso aos dados clínicos.


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