Universidade e Governo dos Açores utilizam novas técnicas no combate a térmitas

Universidade e Governo dos Açores utilizam novas técnicas no combate a térmitas

 

Lusa/AO Online   Regional   10 de Mar de 2016, 15:37

A Universidade dos Açores e o Governo Regional vão adotar novas técnicas no combate às térmitas subterrâneas na cidade da Horta, onde foram descobertas três zonas infestadas com esta subespécie.

 

A medida foi hoje anunciada em conferência de imprensa, na ilha do Faial, pelo secretário regional da Agricultura e Ambiente, Luís Neto Viveiros, que recordou que aquelas técnicas já foram adotadas "com sucesso", na cidade da Praia da Vitória, na ilha Terceira.

"As técnicas que vão ser aqui adotadas, são as mesmas que foram utilizadas com sucesso na ilha Terceira e, portanto, a expectativa que temos é de que, num espaço de tempo relativamente curto, possamos também ter esse problema aqui resolvido", explicou o governante.

Para o combate às térmitas subterrâneas na cidade da Horta, serão instaladas "novas armadilhas", estrategicamente colocadas, nas zonas onde foram encontradas colónias de uma subespécie europeia de térmitas.

Segundo Paulo Borges, investigador da Universidade dos Açores, a zona em causa "cobre uma área relativamente grande", embora não se saiba ainda qual a verdadeira distribuição das térmitas.

O investigador diz que não têm surgido muitas queixas por parte da população, nem é comum encontrar-se térmitas subterrâneas, razão pela qual entende que "o problema não será assim tão grave".

"Não poderemos dizer nunca que iremos erradicar a espécie na Horta, mas vamos, de certeza, diminuir muito o seu impacto económico para as populações", lembrou Paulo Borges.

Segundo explicou, a térmita subterrânea foi descoberta, pela primeira vez no Faial, há cerca de dez anos, numa moradia que estava a ser recuperada.

Para combater as térmitas subterrâneas, o Governo Regional tem inscrito no Plano e Orçamento para este ano, uma verba de 40 mil euros, afeta à Secretaria Regional do Ambiente, que se destina, quase exclusivamente, a financiar a assessoria técnica com a Universidade dos Açores.

"Tem sido o dinheiro suficiente para desenvolver o projeto, que está a obter bons resultados na Praia da Vitória", considerou Neto Viveiros, lembrando que a maior fatia do investimento público, na área do combate às térmitas, está afeta à Direção Regional da Habitação, que inclui os apoios à recuperação de moradias infestadas com esta praga.

O governante adiantou que a adesão aos apoios à habitação para o combate às térmitas tem vindo a crescer nos últimos anos, o que revela, no seu entender, que "as pessoas estão preocupadas" e que "estão a aproveitar os mecanismos que existem" para as combater.

De acordo com dados da Direção Regional da Habitação, o número de candidaturas a apoios para a recuperação de imóveis infestados com térmitas nos Açores quase triplicou em apenas um ano (41 candidaturas em 2015, contra apenas 17 em 2014).

Só este ano, o executivo prevê gastar cerca de 500 mil euros neste tipo de intervenções.

 


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