Unidade de medicina nuclear entra em funcionamento no final do mês nos Açores

Unidade de medicina nuclear entra em funcionamento no final do mês nos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   6 de Nov de 2015, 16:01

A unidade de medicina nuclear do Hospital da Ilha Terceira foi inaugurada mas só deverá entrar em funcionamento no final do mês, servindo todos os utentes do arquipélago.

 

"Esta unidade está localizada na ilha Terceira e servirá de uma forma mais direta quem vive na ilha, mas é uma unidade que tem uma abrangência regional", salientou o secretário regional da Saúde, Luís Cabral, à margem da inauguração da unidade.

Os Açores eram a única região do país que não tinha acesso a este tipo de tecnologia, que vai permitir um diagnóstico mais preciso de determinadas patologias.

Segundo Luís Cabral haverá uma redução de deslocações ao continente para efetuar estes exames e dentro da região haverá uma melhor articulação, para permitir que os doentes de outras ilhas cheguem à Terceira de manhã e regressem a casa ao final do dia, depois de realizarem o exame.

"Há uma melhoria funcional que se refletirá numa diminuição de custos para o Governo Regional", frisou.

Atualmente, o rácio destes exames nos Açores é inferior à média nacional, o que, segundo o governante, poderá significar que "alguns açorianos não fazem os exames porque têm de se deslocar ao continente para os fazer".

O secretário regional estima que, ao longo do primeiro ano, sejam feitos cerca de 600 a 700 exames.

A unidade será gerida pela empresa privada Isopor, que investiu cerca de 500 mil euros na dotação de equipamentos e irá pagar uma renda pelo espaço utilizado no Hospital de Santo Espírito, da Ilha Terceira.

A instalação da unidade de medicina nuclear insere-se num projeto mais alargado da Isopor para os Açores, que inclui a construção de uma fábrica de isótopos no parque tecnológico da Lagoa, na ilha de São Miguel, que deverá estar concluída no fim de 2017.

O projeto é considerado um projeto de interesse regional, por isso a construção da fábrica de isótopos será comparticipada por fundos comunitários.

Referindo-se apenas à unidade de medicina nuclear, o secretário regional da Saúde justificou o atraso na sua implementação com a conjuntura do país, que fez com que alguns projetos abrandassem.

"Era importante chegarmos a um acordo sobre a melhor forma de funcionamento desta estrutura, para que os açorianos ganhassem e a empresa tivesse a sua devida rentabilidade", salientou.

Segundo Luís Cabral, a empresa José Chaves Saúde, que vai dirigir o centro de radioterapia dos Açores, deverá instalar, "no início do próximo ano", um polo de braquiterapia no Hospital da Ilha Terceira.

Quanto à unidade de medicina nuclear, deverá entrar em funcionamento no final de novembro, estando em fase de testes de calibração e certificação do aparelho e em processo de licenciamento.

Cerca de 95 a 98% da sua intervenção será em exames de diagnóstico, podendo ainda ser realizados tratamentos em ambulatória, com pequenas doses, para tratamento de patologias ligadas à tiroide.

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